sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Navegar sem riscos de naufragar

Alguns anos atrás, quando era preciso fazer uma pesquisa escolar, o local mais indicado para se obter informação era a biblioteca. Fazer a busca de um tema em várias prateleiras, folhear dezenas de livros, transcrever ou fazer cópias de algum conteúdo para iniciar um trabalho são coisas do passado. Muitas de nossas crianças jamais entraram numa biblioteca com esse objetivo. A internet mudou o ritmo de vida das pessoas mais velhas e incorporou-se de maneira anatômica ao cotidiano da nova geração.

De acordo com a estatística da Netcraft de agosto de 2011, estão à disposição dos usuários mais de 463 milhões de sites, que são grande fonte de informação e entretenimento.

Com tantas possibilidades de escolha de conteúdo, cresce também, de maneira proporcional, a preocupação de pais e formadores com relação ao que está sendo acessado pelos filhos. Para isso, há muitos programas que auxiliam na filtragem de conteúdos impróprios, mas sabemos que quando há interesse em romper uma regra, outras possibilidades são criadas.

O acesso à web, atualmente, deixou de ser exclusividade dos computadores. Os telefones celulares, hoje, são equipamentos multifuncionais no sentido mais amplo da palavra. Por intermédio desses aparelhos é possível assistir TV, fotografar, filmar, ouvir rádio… e acessar a internet. Dessa maneira, se há algum computador com programas de restrições em casa, o telefone móvel é a saída para quem deseja romper ou burlar normas.

Como todo utensílio, a internet pode ser utilizada tanto para o bem quanto para o mal. E para não permitir que alguém venha a naufragar nesse oceano de informação, uma opção seria a conscientização dos objetivos a que se pretende alcançar, quando a pessoa se dispõe a acessar a rede.

O conhecer nos transforma e traz vida por meio de uma nova perspectiva. Assim, o contato com a informação favorece, a cada um de nós, a abertura ao aprendizado e como resultado nos traz a transformação da nossa consciência.

Conteúdos pornográficos, de baixo nível ou de informações irrelevantes nos deixam como herança o vício de um vocabulário chulo ou de hábitos impróprios, tanto para jovens como para adultos.

Diante da necessidade de uma navegação segura cabe a cada um de nós, internautas, zelar por aquilo que estamos absorvendo como conhecimento. Pois nossos hábitos refletem aquilo que costumamos acolher.

Para os formadores de opinião, responsáveis pela manutenção de um site, o desafio está em tornar seu conteúdo relevante a ponto de se destacar entre os demais por sua importância, contribuindo com o desenvolvimento da formação humana e com a credibilidade das informações contidas neste celeiro virtual. Dessa maneira, asseguramos a liberdade de navegação para todos que entenderam o verdadeiro propósito da rede mundial de computadores.                                            
Dado Moura


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Bento XVI pede orações pelos educadores e cristãos na Ásia

O Papa Bento XVI pede para que, neste mês de setembro, todos os católicos rezem, de modo especial, "por todos os professores, para que saibam transmitir o amor à verdade e educar segundo valores morais e espirituais autênticos".

Num recente encontro com professores universitários, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em Madri, Bento XVI pediu a eles que não percam o encanto pela verdade e não se esqueçam que o ensino não é simples transmissão de conteúdo, mas formação de jovens, a quem devem compreender e amar e ser para eles estímulo e fortaleza.

Cristãos na Ásia

E na intenção missionária, o Santo Padre pede "para que as comunidades cristãs espalhadas no continente asiático proclamem o Evangelho com fervor, testemunhando a beleza com a alegria da fé".

“Na Ásia, os cristãos são minoria e as comunidades são muitas vezes dispersas, são pequenas e numericamente insignificantes se comparadas com a grande maioria de budistas, no caso do Camboja”, conta padre Alberto Caccaro, missionário por 10 anos no Camboja.

O padre missionário salienta que jamais considerou essas estatísticas um problema e que sua experiência no país asiático lhe mostrou que, mais que números, é preciso pessoas com fé.

“Existem muitas comunidades dispersas, comunidades de minorias, mas isso não quer dizer que são comunidades fracas, de fato, a fé não precisa de números, a fé precisa de corações crentes e, portanto, de pessoas que buscam constantemente o Senhor”, destaca o sacerdote.

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