terça-feira, 28 de junho de 2011

Loucura da diversidade sexual: pré-escola da Suécia proíbe que crianças sejam tratadas como meninos e meninas

ESTOCOLMO, Suécia (Notícias Pró-Família) — Em conformidade com um currículo escolar nacional que busca combater a “estereotipação” dos papéis sexuais, uma pré-escola do distrito de Sodermalm da cidade de Estocolmo incorporou uma pedagogia sexualmente neutra que elimina completamente todas as referências ao sexo masculino e feminino.
Os professores e funcionários da pré-escola “Egalia” evitam usar palavras como “ele” ou “ela” e em vez disso se dirigem aos mais de 30 meninos e meninas, de idades variando entre 1 e 6 anos, como “amigos”.
“A sociedade espera que as meninas sejam garotinhas gentis e elegantes, e que os meninos sejam viris, duros e expansivos”, Jenny Johnsson, uma professora de 31 anos na escola que é sustentada por impostos dos trabalhadores suecos, disse para o jornal Daily Mail. “Egalia lhes dá uma oportunidade fantástica de ser quem quer que eles queiram ser”.
A diretora Lotta Rajalin disse para a Associated Press que a escola contratou um “pedagogo de diversidade sexual” para ajudar os professores e funcionários a remover as referências masculinas e femininas na linguagem e conduta, indo ao ponto de garantir que os jogos infantis de blocos Lego e outros brinquedos de montagem sejam mantidos próximos aos brinquedos de utensílios de cozinha a fim de evitar que algum papel sexual tenha preferência.
Os pronomes suecos “han” e “hon” (ele e ela), por exemplo, foram substituídos na escola pela palavra sexualmente neutra “hen”, um termo inventado que não existe em sueco, mas é amplamente usado pelas feministas e homossexuais.
“Nós usamos a palavra ‘Hen’ por exemplo, quando um médico, policial, eletricista ou encanador, etc., está vindo à pré-escola”, disse Rajalin. “Nós não sabemos se é ele ou ela. Por isso, dizemos: ‘Hen está vindo aqui lá pelas 14h’. Então as crianças poderão imaginar tanto um homem quanto uma mulher. Isso amplia a perspectiva delas”.
Além disso, não há livros infantis tradicionais como Branca de Neve, Cinderela ou os contos de fadas clássicos, disse Rajalin. Em vez disso, as prateleiras têm livros que lidam com duplas homossexuais, mães solteiras, filhos adotados e obras sobre “maneiras modernas de brincar”.
“Um exemplo concreto poderia ser quando as meninas estão brincando de casinha e o papel de mãe já foi pego por uma e elas começam a disputar”, disse Rajalin. “Então sugerimos duas ou três mães e assim por diante”.
Contudo, nem todos os pais suecos estão apoiando a agenda de seu país que está eliminando os papéis sexuais.
“Diferentes papéis sexuais não são problemáticos enquanto têm valor igual”, Tanja Bergkvist disse para a Associated Press, denunciando o que ela chamou de “loucura da diversidade sexual” na Suécia.
Bergkvist comentou que aqueles que estão promovendo a igualdade entre os sexos com iniciativas que demolem os papéis sexuais “dizem que há uma hierarquia onde tudo o que os meninos fazem recebe importância mais elevada, mas fico pensando: quem é que decide o que é que tem valor mais elevado? Por que há um valor mais elevado em brincar com carros?”
Bergkvist, que é uma crítica eloquente da promoção que o Estado faz de uma estrutura sexualmente neutra nas escolas e de ambientes acadêmicos focados em estudos de diversidade sexual, comentou em seu blog como exemplo da “loucura da diversidade sexual” no país que o Conselho de Ciências da Suécia, que é sustentado pelo governo, deu uma verba de 80 mil dólares para bolsas de estudos de pós-doutorado para pesquisas no “trompete como símbolo de diversidade sexual”.


Fonte: noticiasprofamilia.blogspot.com

Cristãos devem ser cidadãos e não "estrangeiros" no Oriente Médio, afirma o Papa

Ao receber este meio-dia (hora local) os participantes na assembléia anual da ROACO (Reunião das Obras para Ajuda às Igrejas Orientais), o Papa Bento XVI assinalou que os cristãos no Oriente Médio devem ser tratados como cidadãos e não como "estrangeiros".

Em seu discurso o Santo Padre disse que a celebração do Corpus Christi ontem foi "um chamado "à amada cidade de Roma e a toda a comunidade católica a permanecer e caminhar pelas vias, nem sempre fáceis, da história, entre as grandes pobrezas, espirituais e materiais, do mundo para oferecer a caridade de Cristo e da Igreja, que brotam do Mistério Pascal, mistério de amor, de entrega total, que gera vida".

O Papa exortou os presentes a nunca esquecer a dimensão eucarística em meio aos objetivos para manter o fluxo da caridade eclesial que deseja chegar especialmente à Terra Santa e Oriente Médio, sustentando a presença cristã nesses lugares.

"Peço-vos que façais todo o possível – inclusive diante das autoridades públicas com as quais estais em contato no âmbito internacional – para que no Oriente onde nasceram, os pastores e os fiéis de Cristo não vivam como 'estrangeiros', mas como 'cidadãos' que dão testemunho de Jesus Cristo, como o fizeram antes que eles os santos do passado, filhos também das Igrejas Orientais.”.

O Papa ressaltou que "o Oriente é, com justo título, sua pátria terrena. Por sua fé, ali estão chamados também a promover hoje, sem distinções, o bem de todos. Deve-se reconhecer igual dignidade e verdadeira liberdade a toda pessoa que professa essa fé, favorecendo assim uma colaboração ecumênica e inter-religiosa mais frutífera".

Em inglês Bento XVI agradeceu a reflexão dos participantes da assembléia "sobre as mudanças que estão ocorrendo nos países do norte da África e do Oriente Médio, que são fonte de ansiedade em todo mundo. Através das comunicações recebidas do Cardeal Patriarca copto-católico e do Patriarca Maronita, assim como do representante pontifício em Jerusalém e o Custódio franciscano da Terra Santa, a Congregação e os diversos organismos serão capazes de avaliar a situação sobre o terreno para a Igreja e os povos dessa região, que é tão importante para a paz e estabilidade mundiais".

"O Papa expressa sua proximidade, também graças a vós, aos que sofrem e a aqueles que estão tentando desesperadamente escapar, aumentando o fluxo da migração, que freqüentemente fica sem esperança".

O Santo Padre reiterou que “rezo para que chegue rapidamente a assistência de emergência necessária, mas sobretudo para que se explorem todas as formas possíveis de mediação para que cesse a violência e se restabeleça a harmonia social e a convivência pacífica em todos os lugares, respeitando os direitos das pessoas, bem como das comunidades".

Falando em alemão o Pontífice se referiu à Assembléia Especial do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio, que teve lugar no Vaticano em outubro passado e que fez possível perceber "novos sinais na época atual".

Não obstante, "pouco tempo mais tarde, pessoas indefesas na Catedral siro-católico de Bagdá eram vítimas de um ato de violência sem sentido, (...) seguido meses depois por incidentes similares".

O Papa auspiciou que os sofrimentos de tantas pessoas seja semente enriquecedora da fé nessas terras e agradeceu a todos as orações com motivo do 60º aniversário de sua ordenação sacerdotal, no próximo 29 de junho, solenidade de São Pedro e São Paulo.



Fonte: www.acidigital.com

BENTO XVI VAI LANÇAR PORTAL MULTIMÍDIA DO VATICANO

(ANSA) - O novo portal multimídia do Vaticano será lançado na próxima quarta-feira pelo papa Bento XVI.

A estreia da página, que poderá ser acessada através do endereço www.news.va, ocorrerá no mesmo dia em que Bento XVI comemora 60 anos de sacerdócio, de acordo com a Santa Sé.

O site contará com notícias sobre o Papa, assim como informações sobre a Santa Sé e acontecimentos mundiais relacionados com a Igreja e as dioceses.

O lançamento do portal será feito pelo próprio Bento XVI, que usará um tablet para acessar a página pela primeira vez.

O novo portal foi apresentado hoje pelo diretor do jornal católico L'Osservatore Romano, Giovanni Maria Vian, pelo porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, e pelo presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, dom Claudio Maria Celli.

Nos primeiros dois meses, o site estará disponível apenas em italiano e inglês. Mas, em breve, o Vaticano pretende lançar versões em espanhol, alemão e francês.

O atual site da Santa Sé, o www.vatican.va, não será extinto e manterá sua função de publicar informações sobre o Pontificado. (ANSA)

BENTO XVI TERÁ PAPAMÓVEL ECOLÓGICO

Cidade do Vaticano, 22 jun (RV) - A fábrica alemã de automóveis Mercedes-Benz doará a Bento XVI um “papamóvel” ecológico com motor híbrido – confirmou ontem o Diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Pe. Federico Lombardi.

O meio de locomoção utilizado pelo pontífice na Praça São Pedro em viagens terá bateria de lítio recarregável e não emitirá gases poluentes. Com propulsão alternativa mediante a combinação de um motor impulsionado por combustão interna, o veículo terá em seu posterior um habitáculo alto, com vidros anti-bala, no centro do qual será disposto o assento do papa.

O semanário alemão Wirtschaftswoche informa que Bento XVI teria encomendado o primeiro “papamóvel” híbrido da história em respeito ao equilíbrio do meio ambiente.

O Vaticano não é novo em iniciativas ecológicas: em 2008, foram inaugurados os primeiros painéis solares do Estado, situados em cima do teto da Sala Paulo VI. Com o equipamento, a sala de audiências é aquecida no inverno, refrigerada no verão e iluminada.

Além disso, no ano 2009, a Santa Sé expressou sua sensibilidade com um chamado à Organização das Nações Unidas para responder à emergência ambiental: “Todos devemos zelar com responsabilidade pela criação, utilizar os recursos de modo que todas as pessoas e comunidades vivam dignamente e desenvolver a aliança entre ser humano e o meio ambiente que reflita o amor criador de Deus”.

Fonte: www.oecumene.radiovaticana.org

Bispo expressa otimismo por possível abertura do Egito à construção de igrejas

ACI/EWTN Noticias

Um Bispo no Egito manifestou seu otimismo ante a possibilidade de que o novo governo do Egito se abra à construção de novas igrejas cristãs, reduzindo o tempo de espera para as licenças que em alguns casos tomam até várias décadas e inclusive requerem a aprovação do Presidente do país.

O novo procedimento teria que contar com a aprovação do governador regional e tomaria uns três meses.

Em declarações à organização internacional católica Ajuda à Igreja Necessitada (AIN), o Bispo Samaan relatou que já obteve a permissão para edificar duas igrejas no Alto Egito e que a autorização para outras três deveria chegar logo.

"Se estas propostas se convertem em lei, isto faria que a construção de igrejas estivesse quase ao mesmo nível que a edificação de mesquitas. É um grande passo na cidadania dos cristãos", que são 10 milhões em um país majoritariamente muçulmano cuja população total supera os 80 milhões de habitantes.

Para o Bispo Samaan "o que estamos vendo é um dos primeiros frutos das manifestações de janeiro. Quando os cristãos se expressaram, pediram respeito a seus direitos e o primeiro que exigiram foi o da construção de igrejas. De fato mais de 50 por cento dos problemas dos cristãos se solucionariam se isto for resolvido".

Entretanto, ainda existe uma forte oposição por parte dos setores islâmicos radicais como os salafistas e os irmãos muçulmanos. "Claro que os salafistas seguirão interferindo, mas sua campanha ainda não obtém o apoio dos muçulmanos moderados, que não aceitam seus ataques aos cristãos".

Os salafistas no Egito atacaram em diversas ocasiões os cristãos, concretamente os coptos, deixando um saldo de vários mortos e de milhares de dólares em danos materiais.

No dia 15 de abril, por exemplo, mais de 100 000 salafistas iniciaram um protesto pela nomeação do governador de Qena, Emad Mikhail, um cristão copto. Os extremistas bloquearam estradas, detiveram os ônibus e paralisaram a principal linha de trens do alto Egito durante oito dias. Ali ameaçaram assassinar o governador Mikhail.

O Bispo Samaan disse que ante os problemas existentes, "organizamos reuniões para o diálogo inter-religioso nas que procuramos promover o respeito mútuo e a cooperação".

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Eucaristia! Sacramento de AMOR

Enquanto comiam, ele tomou um pão, abençoou, partiu-o e lhes deu, dizendo: “TOMAI, ISTO É O MEU CORPO”. Depois, tomou um cálice, rendeu graças, deu a eles, e todos dele beberam. E disse-lhes: “ISTO É O MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE É DERRAMADO EM FAVOR DE MUITOS.” (Mc 14, 22-24)

Quão precioso é este alimento que descido dos céus, vem até nós para alimentar o nosso espírito. Como nos diz Santo Agostinho: “Ó sacramento da piedade! Ó Sacramento da unidade! Ó vínculo da caridade!”.

A Eucaristia é o coração e o ápice da vida da Igreja. Por seu sacrifício, Cristo derrama as graças da salvação sobre o seu corpo, que somos nós, Igrejas vivas. Todos os dias na força do Espírito Santo (epiclese), Jesus se dá sob o sinal do pão repartido e do vinho, nos quais oferece seu Corpo como alimento e seu Sangue como bebida de salvação e de vida. Durante a celebração litúrgica fazemos, de fato, memória de Jesus (anamnese), de sua vida, morte, ressurreição, tornando-o assim presente no meio de nós.

Há poucos dias celebraremos a Solenidade de Corpus Christi, onde toda a Igreja reunida em um só coração e uma só alma, rende louvores e graças a este Augusto Sacramento. No Evangelho deste dia meditaremos sobre Jesus que se dá como alimento “ Eu sou o pão descido do céu.

Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo” (João 6, 51-58).

Celebrar é tornar presente. Receber o pão e o vinho da Eucaristia significa assumir em nós mesmos a vida dada por Jesus até morrer para todos nós, em corpo e sangue.

Que neste dia de adoração, de total entrega a Jesus Sacramentado, nós possamos fitar os olhos Nele que tudo sabe, para que nos mostre o caminho que devemos seguir. Que participemos com dignidade desta Solene Celebração para acolhermos abundantes frutos e que eles desçam sobe todos nós e permaneçam para sempre.


Por Sem. Lucas Rafael

Eucaristia como presença real de Cristo

O Catecismo da Igreja Católica afirma: “Cristo Jesus, aquele que morreu, ou melhor, ressuscitou, aquele que está à direita de Deus e que intercede por nós (Rm 8,34), está presente de múltiplas maneiras em sua Igreja: em sua Palavra, na oração de sua Igreja, lá onde dois ou três estão reunidos em meu nome (Mt 18,20), nos pobres, nos doentes, nos presos, em seus sacramentos, dos quais ele é o autor, no sacrifício da missa e na pessoa do ministro. Mas sobretudo está presente sob as espécies eucarísticas (n. 1373).

É verdade que o Senhor Jesus, na força do seu Espírito, está presente de modos variadíssimos na sua Igreja, mas, sobretudo, de um modo eminente, ele se faz presente no pão e no vinho consagrados na Eucaristia. Ali, já não está presente simplesmente a graça do Cristo, mas, pessoalmente, o próprio Autor da graça! Ele, que na Última Ceia se entregou no pão e no vinho, dizendo “isto é o meu Corpo, isto é o meu Sangue”, é aquele mesmo que havia antes prevenido de modo solene: “Em verdade, em verdade, vos digo: ‘Aquele que crê tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida! A minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue é verdadeiramente uma bebida” (Jo 6,47s.55). Sendo assim, se em todos os sacramentos, Jesus Cristo atua através de sinais sensíveis que, sem mudarem de natureza, adquirem uma capacidade transitória de santificação, na Eucaristia, ele está presente com o seu corpo e sangue, alma e divindade, dando ao homem toda a sua pessoa e a sua vida, tudo quanto viveu entre nós amorosamente, até o extremo da entrega na cruz. Tudo isso está presente no pão e no vinho consagrados.

A Igreja sempre acreditou nesta maravilhosa realidade e insondável mistério da presença real do Senhor Jesus. Com a transformação ocorrida na consagração das espécies eucarísticas, o Senhor torna-se presente no seu Corpo e Sangue. Os Santos Padres, doutores da Igreja Antiga, para exprimir a mudança do pão e do vinho no Corpo e Sangue do Senhor, falavam de “metabolismo” do pão e do vinho em corpo e sangue. São Tomás de Aquino recordava que a Eucaristia é o sacramento da presença de Cristo. Isso a distingue dos outros sacramentos. O Santo Doutor dizia que ela “re-presenta” Cristo, no sentido de tornar Cristo realmente presente, já que a Eucaristia não é uma devota recordação, mas a presença efetiva, real, verdadeira e eficaz do Senhor morto e ressuscitado, que quer atingir todos os homens. E ele explicava ainda que o significado do Sacramento é tríplice: “O primeiro diz respeito ao passado, enquanto comemora a paixão do Senhor, que foi um verdadeiro sacrifício... Por isso, é chamado sacrifício. O segundo diz respeito ao efeito presente, ou seja, à unidade da Igreja, em que os homens são reunidos por meio deste Sacramento. O terceiro significado diz respeito ao futuro: pois este Sacramento é prefigurativo da bem-aventurança divina, que se realizará na pátria”. Também São Boaventura contribuiu para a teologia da Eucaristia, insistindo no espírito de piedade necessário para comungar Cristo. Recorda-nos ele que, na Eucaristia, além das palavras da Última Ceia, realiza-se a promessa do Senhor: “Eu estou convosco todos os dias até ao fim do mundo” (Mt 28,20). Portanto, no Sacramento, Ele está real e verdadeiramente presente na Igreja.

Foi o Concílio de Trento que, como Magistério da Igreja, melhor exprimiu esta presença real do Senhor. O Concílio insistiu na presença verdadeira, real e substancial do Senhor Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, sob as espécies do pão e do vinho. Afirmou, do mesmo modo, que o Corpo do Senhor está presente não só no pão, mas também no vinho, e que o seu Sangue está presente não só no vinho, mas também no pão. Em outras palavras: Jesus não está parte no vinho e parte no pão, mas se encontra real e perfeitamente todo no vinho e todo no pão. Explicou também que, em ambas as espécies, o Senhor Jesus Cristo está presente com a sua alma humana e com a sua divindade. Portanto, Cristo, Verbo do Pai, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, está presente todo inteiro sob as duas espécies e em cada parte delas. O mesmo Concílio definiu ainda a “transubstanciação”, isto é a mudança real da substância do pão no Corpo de Cristo e da substância do vinho no seu divino Sangue. Na sua Encíclica Ecclesia de Eucharistia, o Santo Padre recorda: “A reprodução sacramental na Santa Missa do sacrifício de Cristo coroado pela sua ressurreição implica uma presença muito especial, chama-se ‘real’, não a título exclusivo como se as outras presenças não fossem ‘reais’, mas por excelência, porque é substancial, e porque por ela se torna presente Cristo completo, Deus e homem. Reafirma-se assim a doutrina sempre válida do Concílio de Trento: ‘Pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue; a esta mudança, a Igreja católica chama, de modo conveniente e apropriado, transubstanciação’. Verdadeiramente a Eucaristia é mistério de fé, mistério que supera os nossos pensamentos e só pode ser aceita pela fé, como lembram frequentemente as catequeses patrísticas sobre este sacramento divino. ‘Não hás de ver – exorta São Cirilo de Jerusalém – o pão e o vinho [consagrados] simplesmente como elementos naturais, porque o Senhor disse expressamente que são o seu corpo e o seu sangue: a fé o assegura a ti, ainda que os sentidos possam sugerir-te outra coisa” (n. 15). Assim, segundo a fé católica, recebida dos apóstolos e conservada fielmente na Igreja de Cristo, a presença eucarística do Senhor Jesus morto e ressuscitado começa no momento da consagração e dura também enquanto subsistirem as espécies eucarísticas. Em outras palavras, enquanto houver o pão e o vinho consagrados, há realmente Corpo e Sangue do Senhor. O Papa João Paulo II, citando Paulo VI, afirmou claramente na sua Encíclica eucarística: “Permanece o limite apontado por Paulo VI: ‘Toda a explicação teológica que queira penetrar de algum modo neste mistério, para estar de acordo com a fé católica deve assegurar que na sua realidade objetiva, independentemente do nosso entendimento, o pão e o vinho deixaram de existir depois da consagração, de modo que a partir desse momento são o Corpo e o Sangue adoráveis do Senhor Jesus que estão realmente presentes diante de nós sob as espécies sacramentais do pão e do vinho’” (Ecclesia de Eucharistia, 15). Portanto, não basta afirmar que Cristo está no pão ou está no vinho; é necessário afirmar que Cristo é o pão e Cristo é o vinho e naquelas espécies consagradas nada há que não seja o Cristo Senhor, morto e ressuscitado. Imenso mistério! Mistério de amor! Mysterium fidei – mistério da fé!

Pode-se perguntar o motivo de o Senhor dar-se assim, tão realisticamente, no pão e no vinho. Apontemos algumas razões: (1) A nossa união real e íntima com ele que, na comunhão, não somente está conosco, mas também em nós, fazendo com que nós estejamos nele. (2) A edificação da Igreja, já que comungando todos do mesmo Corpo e Sangue do Senhor, tornamo-nos nele cada vez mais um só corpo, que é a Igreja, segundo a palavra do Apóstolo: “O cálice de bênção que abençoamos não é comunhão com o sangue de Cristo? O pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo? Já que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, visto que participamos deste único pão” (1Cor 10,16). Esta unidade não é simplesmente simbólica ou sentimental, mas real, pois é unidade no Corpo do Senhor, pleno do Espírito Santo. (3) A nossa divinização, pois, recebendo o Corpo e Sangue do Senhor, recebemos a própria vida divina, alimentando-nos com o próprio Cristo ressuscitado pleno do Espírito Santo que dá vida: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, também aquele que come de mim viverá por mim” (Jo 6,56s). (4) Finalmente, comungando do corpo e sangue daquele que morreu e ressuscitou, recebemos como alimento a própria vida eterna, vida de ressurreição: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Quem come deste pão viverá eternamente” (Jo 6,54.58c).

Diante de tal dom, nossa resposta é não somente a fé agradecida, mas também a viva sede da comunhão freqüente e da adoração piedosa. São João Crisóstomo afirmava: “Quando estás para abeirar-te da sagrada mesa, acredita que nela está presente o Senhor de todos”. Por isso, a adoração é inseparável da comunhão. Neste sentido, a Igreja desde tempos remotos, recomenda aos seus filhos que se detenham freqüentemente em adoração ao Senhor sacramentado. O Papa quis renovar essa recomendação: “O culto prestado à Eucaristia fora da missa é de um valor inestimável na vida da Igreja, e está ligado intimamente com a celebração do sacrifício eucarístico. A presença de Cristo nas hóstias consagradas que se conservam após a Missa – presença essa que perdura enquanto subsistirem as espécies do pão do vinho – resulta da celebração da Eucaristia e destina-se à comunhão, sacramental e espiritual. Compete aos Pastores, inclusive pelo testemunho pessoal, estimular o culto eucarístico, de modo particular as exposições do Santíssimo Sacramento e também as visitas de adoração a Cristo presente sob as espécies eucarísticas. É bom demorar-se com ele e, inclinado sobre o seu peito como o discípulo predileto (cf. Jo 13,25), deixar-se tocar pelo amor infinito do seu coração. Se atualmente o cristianismo se deve caracterizar sobretudo pela arte da oração, como não sentir de novo a necessidade de permanecer longamente, em diálogo espiritual, adoração silenciosa, atitude de amor, diante de Cristo presente no Santíssimo Sacramento? Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs, fiz esta experiência, recebendo dela força, consolação, apoio! Desta prática, muitas vezes louvada e recomendada pelo Magistério, deram-nos o exemplo numerosos Santos. De modo particular, distinguiu-se nisto Santo Afonso Maria de Ligório, que escrevia: ‘A devoção de adorar Jesus sacramentado é, depois dos sacramentos, a primeira de todas as devoções, a mais agradável a Deus e a mais útil para nós’. A Eucaristia é um tesouro inestimável: não só a sua celebração, mas também o permanecer diante dela fora da missa permite-nos beber na própria fonte da graça. Uma comunidade cristã que queira contemplar melhor o rosto de Cristo... não pode deixar de desenvolver também este aspecto do culto eucarístico, no qual perduram e se multiplicam os frutos da comunhão do corpo e sangue do Senhor” (Ecclesia de Eucharistia, 15).

Portanto, não tenhamos dúvidas: se as espécies eucarísticas destinam-se primeiramente a serem consumidas em comunhão fraterna durante a celebração da Santa Missa, também podem e devem ser adoradas não somente no momento mesmo da consagração – quando devemos todos nos ajoelhar de modo reverente a adorante -, mas também fora da missa, em adoração pessoal ou comunitária. Estas são as constantes consciência e doutrina da Igreja, da qual nenhum católico
deve duvidar.





Fonte: costa_hs.blog.uol.com.br
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