sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Pode-se chegar a Deus através da “via da beleza”, afirma o Papa.

Catedral de Bélem do Pará





Catequese que o Papa Bento XVI dirigiu aos fiéis reunidos para a audiência geral no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo.
* * *





Queridos irmãos e irmãs:
Neste período, recordei muitas vezes a necessidade que todo cristão tem de encontrar tempo para Deus, através da oração, em meio às muitas ocupações da nossa jornada. O próprio Senhor nos oferece muitas oportunidades para que nos lembremos d’Ele.
Hoje eu gostaria de falar brevemente de um desses meios que podem nos conduzir a Deus e ser também uma ajuda para encontrar-nos com Ele: é o caminho das expressões artísticas, parte dessa via pulchritudinis – “via da beleza” – da qual falei tantas vezes e que o homem deveria recuperar em seu significado mais profundo.
Talvez já tenha lhes acontecido que, diante de uma escultura, um quadro, alguns versos de poesia ou uma peça musical, tenham sentido uma íntima emoção, uma sensação de alegria; percebem claramente que, diante de vocês, não existe somente matéria, um pedaço de mármore ou de bronze, uma tela pintada, um conjunto de letras ou um cúmulo de sons, e sim algo maior, algo que nos “fala”, capaz de tocar o coração, de comunicar uma mensagem, de elevar a alma.
Uma obra de arte é fruto da capacidade criativa do ser humano, que se interroga diante da realidade visível, que tenta descobrir o sentido profundo e comunicá-lo através da linguagem das formas, das cores, dos sons. A arte é capaz de expressar e tornar visível a necessidade do homem de ir além do que se vê, manifesta a sede e a busca do infinito. Inclusive é como uma porta aberta ao infinito, a uma beleza e uma verdade que vão além do cotidiano. E uma obra de arte pode abrir os olhos da mente e do coração, conduzindo-nos ao alto.
Há expressões artísticas que são verdadeiros caminhos rumo a Deus, a Beleza suprema, que inclusive são uma ajuda para crescer na relação com Ele, na oração. Trata-se das obras que nascem da fé e que a expressam. Um exemplo disso é quando visitamos uma catedral gótica: sentimo-nos cativados pelas linhas verticais que se elevam até o céu e que atraem nosso olhar e nosso espírito, enquanto, ao mesmo tempo, nos sentimos pequenos ou também desejosos de plenitude… Ou quando entramos em uma igreja românica: sentimo-nos convidados de forma espontânea ao recolhimento e à oração. Percebemos que nesses esplêndidos edifícios se recolhe a fé de gerações. Ou também quando escutamos uma peça de música sacra que faz vibrar as cordas do nosso coração, nossa alma se dilata e se sente impelida a dirigir-se a Deus. Vem-me à memória um concerto de música de Johann Sebastian Bach, em Munique, dirigido por Leonard Bernstein. No final da última peça, uma das Cantatas, senti, não racionalizando, mas no profundo do coração, que o que eu havia escutado havia me transmitido verdade, verdade do sumo compositor que me conduzia a dar graças a Deus. Ao meu lado estava o bispo luterano de Munique e espontaneamente lhe comentei: “Ouvindo isso se entende: é verdadeira, é verdadeira a fé tão forte e a beleza que expressa irresistivelmente a presença da verdade de Deus”.
Quantas vezes quadros ou afrescos, frutos da fé do artista, com suas formas, com suas cores, com suas luzes, nos conduzem a dirigir o pensamento a Deus e fazem crescer em nós o desejo de acudir à fonte de toda beleza! É profundamente certo o que escreveu um grande artista, Marc Chagall: que os pintores mergulharam seus pincéis, durante séculos, no alfabeto de cores que é a Bíblia. Quantas vezes as expressões artísticas podem ser oportunidades para lembrarmos de Deus, para ajudar nossa oração ou para converter o nosso coração! Paul Claudel, famoso poeta, dramaturgo e diplomata francês, ao escutar o canto do Magnificat durante a Missa de Natal na basílica de Notre Dame, em Paris, em 1886, advertiu a presença de Deus. Não havia entrado na igreja por motivos de fé, mas para encontrar argumentos contra os cristãos. No entanto, a graça de Deus agiu no seu coração.
Queridos amigos, eu lhes convido a redescobrir a importância deste caminho também para a oração, para a nossa relação viva com Deus. As cidades e os países do mundo inteiro contêm tesouros de arte que expressam a fé e nos recordam a relação com Deus. Que a visita a lugares de arte não seja somente ocasião de enriquecimento cultural, mas que possa se tornar um momento de graça, de estímulo para reforçar nosso vínculo e nosso diálogo com o Senhor, para deter-nos a contemplar – na transição da simples realidade exterior à realidade mais profunda que expressa – o raio de beleza que nos atinge, que quase nos “fere” e que nos convida a elevar-nos até Deus. Termino com uma oração de um salmo, o salmo 27: “Uma só coisa pedi ao Senhor, só isto desejo: poder morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida; poder gozar da suavidade do Senhor e contemplar seu santuário” (v.4). Esperemos que o Senhor nos ajude a contemplar sua beleza, seja na natureza ou nas obras de arte, para sermos tocados pela luz do seu rosto e, assim, podermos ser, também nós, uma luz para o nosso próximo

Testemunho de um ateu em crise.




Testemunho do Escritor e filósofo suíço Alain De Botton-  jornal Il Sole 24 Ore

Depois de ter perdido toda uma série de práticas e de tradições que os ateus consideravam insuportáveis por causa daquilo que   Nietzsche definia de “o mau cheiro da religião”. a sociedade secular se empobreceu injustamente. Enquanto buscávamos nos libertar de ideias impraticáveis, também renunciamos erroneamente a alguns dos aspectos mais úteis e fascinantes da religião.
Eu cresci em uma família de ateus convictos, filho de judeus não observantes que colocam a fé religiosa no mesmo plano da fé no Papai Noel. Meu pai tinha conseguido fazer a minha irmã chorar quando havia tentado extirpar da sua mente a ideia, nem tão enraizada, de que, em algum lugar do universo, se escondia um deus solitário.
Eu tinha oito anos, na época. Se os meus familiares descobrissem que alguém, no seu círculo de conhecidos, nutria secretamente um sentimento religioso, começavam a tratá-lo com a comiseração  que, em geral, se reserva a quem sofre de uma doença degenerativa. A partir desse momento, para eles, era impensável recomeçar a levá-lo a sério. Embora eu tenha sido fortemente influenciado pela atitude dos meus pais, passados os 20 anos, o meu ateísmo me pôs em crise. As dúvidas surgiram quando eu ouvi pela primeira vez as cantatas de Bach e se desenvolveram enquanto eu observava algumas Madonnas de Bellini.
No entanto, foi apenas muitos anos depois da morte de meu pai – enterrado sob uma lápide gravada em hebraico em um cemitério judeu de Willesden, zona noroeste de Londres, porque, detalhe interessante, ele tinha se esquecido de deixar instruções mais seculares – que eu comecei a aceitar o peso da minha ambivalência com relação aos princípios indiscutíveis que me haviam sido incutidos durante a infância.
A minha certeza de que Deus não existe permanecia intacta. Eu me sentia simplesmente mais livre para a ideia de que havia um modo de se aproximar da religião sem ter que aceitar também, por força, o lado sobrenatural; um modo, em termos mais abstratos, de pensar nos Padres sem ofuscar a memória do meu pai. Dei-me conta de que a minha prolongada resistência às teorias sobre o além ou sobre os habitantes do paraíso não era uma justificação suficiente para descartar a música, os edifícios, as orações, os rituais, as celebrações, os santuários, as peregrinações, as refeições em comum e os manuscritos iluminados.
Depois de ter perdido toda uma série de práticas e de tradições que os ateus consideravam insuportáveis por causa daquilo que Nietzsche definia de “o mau cheiro da religião”. a sociedade secular se empobreceu injustamente. Agora, o termo “moralidade” nos causa medo, e, ao pensamento de ouvir um sermão, preferimos dar no pé.
Evitamos a ideia de que a arte pode nos elevar ou ter uma missão ética. Não vamos em peregrinação. Não sabemos mais construir templos. Não temos instrumentos para expressar gratidão. A ideia de ler um manual de autoajuda nos parece estar em contraste com os nossos nobres princípios. Rejeitamos o exercício mental. Raramente vemos desconhecidos cantando juntos. Infelizmente, estamos diante de uma escolha: abraçar a estranha ideia de que existem divindades imateriais, ou abandonar em bloco uma série de rituais reconfortantes, refinados ou simplesmente fascinantes dos quais custamos para encontrar um equivalente na sociedade secular. Talvez, chegou o momento de liberar as nossas necessidades espirituais do verniz religioso que os recobre, embora, paradoxalmente, muitas vezes, é o estudo das religiões que nos fornece a chave para redescobrir e reformular essas necessidades.
A minha tentativa é a de ler as fés, principalmente a cristã, e, em menor medida, a judaica e a budista, em busca de intuições que possam ser úteis na vida secular, sobretudo com relação aos problemas levantados pela convivência dentro de uma comunidade e dos sofrimentos mentais e físicos.
Longe de negar os valores do secularismo, a minha tese é de que, muitas vezes, secularizamos mal, isto é, enquanto buscávamos nos libertar de ideias impraticáveis, também renunciamos erroneamente a alguns dos aspectos mais úteis e fascinantes da religião.

Sigilo Sacramental

Vivenciando a crise do  mundo atual, causada pelo hedonismo, capitalismo e por tantos outros segmentos, que não  vem  poupando a ninguém, somente vem conseguindo derrubar, reduzir e ainda continua a reduzir a piedade nos individuos. De forma que se pode dizer: Salvai-nos, Senhor, pois desaparecem os homens piedosos O foco deste artigo é o sigilo sacramental. Um tema muito esquecido entre os cristãos.

        O sigilo sacramental é inviolável!
Já dizia Santo Antônio de Pádua, "que é próprio do coração verdadeiramente contrito humilhar-se em tudo e reputar-se cão morto e pulga viva. Portanto o penitente por tal espírito de arrependimento é conduzido ao deserto da confissão".

E o santo continua dizendo: "Diz-se deserto por três razões. Chama-se deserto á terra inabitável, abundante em animais, horrível pelo medo. De fato, tal era, à letra, o deserto, onde esteve Jesus Cristo, quarenta dias e quarenta noites. Assim a Confissão deve ser inabitável, porque privada, secreta, escondida do conhecimento de todo o homem e só confiada, sob inviolável sigilo, ao tesouro da memória do confessor".

O que dizer dos confessores que quebram o sigilo sacramental? Qual é a punição que a Igreja Católica, pronuncia sobre eles?
A Igreja Católica, puni os detratores da lei, com as chamadas penas eclesiásticas. O código de direito canônico de 1917, nos ensina que: "A Igreja tem direito conatural e próprio, independentemente de toda autoridade humana, a castigar os delinqüentes, súditos seus, com penas tanto espirituais como também temporais".

E continua: "para que, os que tenham sido corrigidos, se emendam ou se estes não quiserem se voltar para si mesmos, para que o castigo sirva de exemplo salutar e se apartem dos vícios".

O Direito Canônico nos diz que: "Pena Eclesiástica é a privação de algum bem, imposto pela autoridade legítima para correção dos delinqüentes e para castigo do delito"

E sobre o sigilo sacramental nos diz: "O Sigilo sacramental é inviolável; Guarde-se, portanto, muito bem o confessor de descobrir, no mais mínimo, ao pecador, nem palavra, nem por qualquer sinal, nem de qualquer outra forma e por nenhuma causa"..

"Eles também estão obrigados a observar sigilo sacramental reservatório e todos aqueles que de uma forma ou de outra tivessem chegado a notícia da confissão".

Como foi dito, o sigilo é inviolável, não se revela nem mesmo o mais mínimo, nem por palavras, e por nada, por nenhuma causa.

E também: "É absolutamente proibido ao confessor fazer uso, a cargo do penitente, do conhecimento adquirido pela confissão, mesmo que não haja perigo algum de revelação".

"Nem os superiores atualmente ou confessores que depois foram nomeados superiores podem de maneira alguma fazer uso do governo exterior, dos conhecimentos dos pecados que tenham adquirido na confissão".

"O confessor que tem a audácia de romper diretamente o sigilo sacramental está excomungado com excomunhão reservada de um modo muito especial à Sé Apostólica, e que fizer indiretamente, está sujeita às penas envolvidas no cânon 2368, § 1".

"Quem tem a temeridade de quebrar o que se manda no cânon 889 § 2, deve ser punido de acordo com a gravidade da culpa, com uma pena saudável, que pode ser até a excomunhão".

Antes mesmo do Código de Direito Canônico, o Doutor Evangélico, já havia dito:

"Verdadeiramente são filhos do diabo, reprovados pelo Deus vivo e verdadeiro, expulsos pela Igreja triunfante, excomungados pela militante, e devem ser depostos do ofício e benefício e exposto à infâmia pública aqueles que revelam ou manifestam a confissão, não digo com palavra, que é pior do que todo o homicídio, mas por um sinal ou por qualquer outro modo oculto ou manifesto, por risota ou com aplauso. Digo francamente que todo aquele que descobrir a confissão a outrem peca mais gravemente que o traidor Judas, que vendeu aos judeus o Filho de Deus Jesus Cristo.O Senhor diz a Isaías:'O meu segredo é para mim, o meu segredo é para mim' (Is 24,16). E o homem nascido do lodo, não selará o segredo sacramental no escrínio de seu coração? Bem, portanto se diz que a confissão deve ser terra inabitável e inacessível, a fim de que não se patenteie a nenhum dos homens o segredo da confissão.

Por isso o senhor com ameaças mando no Êxodo, dizendo:  Guardai-vos de subir no monte, nem toqueis nos seus limites; todo o que tocar o monte será punido de morte. Mão alguma o tocaram, mas quem o tocar será apedrejado ou trespassado com setas; quer seja uma besta quer seja um homem, não viverá  (Ex 19,12-13). Este monte Sinai, que se interpreta medida, significa a confissão, que bem se chama monte por causa da excelência de perdoar o pecado: que maior excelência ou altura pode existir do que o perdão do pecado? Chama-se ainda medida, por causa de medir ao mesmo tempo a confissão e a culpa. Com efeito, o pecador deve medir de tal modo que a confissão corresponda exatamente à culpa, enquanto não deve dizer menos por vergonha ou temor, nem ajuntar mais, sob pretexto de humildade, para além da verdade. De fato, por humildade não é lícito mentir.Guardai-vos portanto, ó confessores, ó sacerdotes, de subir a este monte, pois subir ao monte é revelar o segredo da confissão."

E continua dizendo: "Não digo somente que não subais, mas ainda que nem toqueis nos seus limites: os limites do monte são as circunstâncias da confissão, que ninguém deve tocar nem com uma palavra, nem com um sinal nem com algum outro modo. Infelizmente, há quem tema subir ao monte, mas não se envergonhe de tocar nos seus limites, revelando com certos ditos e sinais circunstâncias do pecado. Ouçam, portanto, estes infelizes a sentença da sua morte: « Todo aquele que tocar o monte, diz o Senhor, será punido de morte ». e com que morte, Senhor? As mãos do poder secular não o tocarão para ser suspenso como um salteador ou homicida, o que lhe seria muito mais leve; mas será apedrejado, isto é, oprimido com duras excomunhões, ou traspassado com as setas da condenação eterna; quer seja uma besta, isto é, um simples sacerdote, quer seja um homem, isto é, um sacerdote letrado e cheio de ciência, de forma alguma viverá, (...) não viverá jamais, porque subiu ao monte e tocou os seus limites. Com razão se diz ser a confissão terra inabitável e inacessível."

E o IV Concílio de Latrão diz: "O que ousar revelar o pecado que o tem descoberto no juízo de penitência, decretamos que há de ser não só deposto de seu ofício sacerdotal, senão também RELEGADO a um estreito monastério para fazer PERPÉTUA PENITÊNCIA".

Há sacerdotes que dizem que parte da confissão pode ser revelada, parte não. Se o que o penitente, dizem eles, disser for de matéria grave, não pode ser revelado, mas se diz algo inútil, pode ser revelado. Não é assim, que ensina o Código de Direito Canônico.

Ele diz: "É absolutamente proibido ao confessor fazer uso, a cargo do penitente, do conhecimento adquirido pela confissão, mesmo que não haja perigo algum de revelação" . Por isso, "guarde-se, portanto, muito bem o confessor de descobrir, no mais mínimo, ao pecador, nem palavra, nem por qualquer sinal, nem de qualquer outra forma e por nenhuma causa".
E como foi dito: "O confessor que tem a audácia de romper diretamente o sigilo sacramental está excomungado(...)

Rezemos pelos sacerdotes e pelos confessores para que não sejam como diz o Doutor Místico, "pedras de tropeço colocadas na porta do Céu". Mas que possam dar muitos frutos e que de seus ventres jorrem água para vida eterna, como diz Isaías: « O Senhor resgatou seu servo Jacó! Não há sede para eles no deserto para onde os leva, porque faz brotar para eles água de um rochedo, fende as rochas para que as águas jorrem.

Rezemos, rezemos pelos sacerdotes. Para que honrem a Igreja, com a santidade de suas vidas e com o bom odor de Cristo Jesus, ou seja, os bons exemplos, possam arrastar multidões ao arrependimento, como fizeram e fazem os santos. Assim seja.

PEREGRINAÇÃO DA CRUZ DA JMJ NO BRASIL



"Eu confio a vocês o sinal: a Cruz de Cristo! Carreguem-na pelo mundo como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciem a todos que somente na morte e ressurreição de Cristo podemos encontrar a salvação e a redenção".
Foi com essas palavras que o Beato João Paulo II entregou aos jovens em Roma, no dia 22 de abril de 1984, aquela que ficaria conhecida como Cruz da Jornada, ou Cruz dos Jovens. Desde então, ela começou a peregrinar mundo afora, sempre levada pela juventude. Em 2003 junto com ela passou a peregrinar também o Ícone de Nossa Senhora.

Pela primeira vez, os dois símbolos máximos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) vão peregrinar pelo Brasil. Serão meses num itinerário que percorrerá todo o país e também passará pelos vizinhos do Cone Sul. Ao longo desse trajeto, os jovens terão a oportunidade de reavivar a fé e de sentir o gostinho do que será a JMJ 2013, que acontecerá no Rio de Janeiro.

A Cruz da JMJ e o Ícone de Maria chegam ao Brasil no dia 18 de setembro e serão recebidos em São Paulo com uma grande festa, o Bote Fé. A partir daí iniciam a peregrinação, que será concluída no Rio de Janeiro. A ideia é que os dois símbolos passem por todos os 17 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Estão também previstas 19 grandes festas nas capitais brasileiras, todas com o nome "Bote Fé".

Depois do dia 18 de setembro, a Cruz e o Ícone vão peregrinar, até o dia 30 de outubro, pelas sete províncias eclesiásticas do Regional Sul 1 da CNBB, que corresponde ao estado de São Paulo – o mais populoso do país e o que tem o maior número de dioceses, 50. Daí os símbolos seguem para o Regional Leste 2, composto por Minas Gerais e Espírito Santo, onde ficarão ao longo de todo o mês de novembro. No mês seguinte, será a vez do Regional Nordeste 3, composto pelos estados da Bahia e de Sergipe.

A peregrinação seguirá ao longo de todo o ano de 2012. Em dezembro, a Cruz e o Ícone deixam o Brasil e visitam Paraguai, Uruguai, Chile e Argentina. Já em Janeiro de 2013 retornam para concluir o itinerário no Sul do Brasil. A etapa final acontecerá no Sul de Minas, no Vale do Paraíba (SP) e, finalmente, no estado do Rio de Janeiro, onde os símbolos chegam em abril de 2013.

Veja, no quadro a seguir, quando a Cruz e o Ícone visitarão cada regional.


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Santos ou santos!

Jovens chamados à Santidade...

O Catecismo da Igreja Católica cita um trecho precioso do Cardeal Neyman, cuja atualidade é evidente nas circunstâncias em que vivemos: "A riqueza é o grande deus atual, a ela prestam homenagem instintiva a multidão e toda a massa do homem. Medem a felicidade de acordo com o tamanho da fortuna e, segundo a fortuna, medem também a honradez... Tudo isto provém da convicção de que tendo riqueza tudo se consegue. A riqueza é, pois, um dos ídolos atuais, da mesma forma que a fama... A fama, o fato de alguém ser conhecido e fazer estardalhaço na sociedade, chegou a ser considerada um bem em si mesma, um sumo bem, um objetivo, também ela, de verdadeira veneração. (CIC. 1723)

Jovens, vocês, não foram feitos para o pecado! Deus nos fez para as alturas da comunhão com Ele e entre nós. Mesmo que sejamos pecadores, sempre soará em nós a voz da consciência, segredo que é presente do Senhor, grito silencioso a atrair-nos para o bem. E o verdadeiro bem é o próprio Deus.

O homem mais perfeito não é o técnico, o político, o competente administrador, mas o santo. E este pode - e deveria! - ser o modo de viver do homem de nossos dias, em qualquer área.

Pergunto-me: “mas é possível ser santo hoje?" Se só pudéssemos contar com os recursos humanos, a empresa pareceria-nos justamente impossível. De fato, bem conheceis os vossos sucessos e as vossas derrotas; sabeis que tipo de fardo pesa sobre o homem, quantos perigos o ameaçam e que conseqüências provocam seus pecados. Às vezes, podemos deixar-nos levar pelo desânimo e chegar a pensar que não é possível mudar nada no mundo, nem em nós mesmos.

Se o caminho for árduo, tudo, porém, podemos naquele que é o nosso Redentor. Por isso, não vos dirijais a outros, se não a Jesus. Não procureis em outra parte aquilo só Ele nos pode dar, uma vez que não há salvação em nenhum outro, pois não há debaixo do céu qualquer outro nome, dado aos homens que nos possa salvar (conf. At 4,12). Com Cristo, a santidade - "projeto divino para todo batizado"- torna-se realizável. Contai com Ele; crede na força invencível do Evangelho e ponde a fé como fundamento da vossa esperança. Jesus caminha conosco, renova os nossos corações e fortalece-nos com o vigor do seu Santo Espírito.

"Ninguém te menospreze por seres jovem. De tua parte, procura ser para os que creêm um exemplo, pela palavra, pelo modo de proceder, pelo amor, pela fé, pela castidade. Até que eu chegue aí, dedica-te à leitura, à exortação, ao ensino. Não te descuides do carisma que está em ti, que foi me dado diante uma profecia acompanhada da imposição das mãos dos presbíteros. Reflete bem nisto, ocupa-te destas coisas, para que o teu progresso seja manifesto a todos. Presta atenção sobre ti e sobre o que ensinas. Persevera nessas disposições e nessas práticas. Agindo assim, salvarás a ti mesmo e aos que te ouvem". (1 Tm 4, 12-16)

Existe muita bondade e retidão atuando na descrição de tantas pessoas. É gente que assumiu como projeto de vida o caminho das bem-aventuranças (Mt 5, 1-12). A santidade é obra do Senhor no meio do seu povo: "sede santos, porque eu sou santo" (Lv 11,44).

Tal estilo de vida assusta, já que "o mundo não nos conhece porque não conheceu ao Pai" (1Jo 3,1-3). Mas, esta é a única possibilidade de mudanças, pois só Deus pode transformar radicalmente a realidade, urge espalhar uma revolução de santidade cujos frutos se espalharão para fazer um mundo diferente.

É o próprio Papa João Paulo II, que nos roga: " Jovens não tenhais medo de sermos santos”.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...