sábado, 22 de outubro de 2011

A Igreja de Cristo subsiste só na Igreja católica

[...] A Congregação para a Doutrina da Fé, por
ordem de Bento XVI, tornou público um pequeno
e precioso documento contendo respostas a
algumas questões sobre a Igreja. Não há aí nada
de novo. Pelo contrário: deseja-se somente
reafirmar a doutrina do Concílio Vaticano II que
muitos, em nome do Concílio, insistem em
 deturpar e até mesmo negar. Vou comentar cada
 parágrafo porque é muito importante que nós,
 católicos compreendamos bem a reta doutrina
da Igreja!
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Primeira questão: Terá o Concílio Ecumênico Vaticano II modificado a precedente doutrina sobre a Igreja?
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Resposta: O Concílio Ecumênico Vaticano II não quis modificar essa doutrina nem se deve afirmar que a tenha mudado; apenas quis desenvolvê-la, aprofundá-la e expô-la com maior fecundidade.

Foi quanto João XXIII claramente afirmou no início do Concílio.

Paulo VI


repetiu-o e assim se exprimiu no ato de promulgação da Constituição Lumen Gentium: "Não pode haver melhor comentário para esta promulgação do que afirmar que, com ela, a doutrina transmitida não se modifica minimamente. O que Cristo quer, também nós o queremos. O que era, manteve-se. O que a Igreja ensinou durante séculos, também nós o ensinamos. Só que o que antes era perceptível apenas em nível de vida, agora também se exprime claramente em nível de doutrina; o que até agora era objeto de reflexão, de debate e, em parte, até de controvérsia, agora tem uma formulação doutrinal segura". Também os Bispos repetidamente manifestaram e seguiram essa mesma intenção.
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Observação minha: Aqui, se procura explicar que a doutrina católica não foi modificada pelo Vaticano II. Uma coisa é o progresso, o desenvolvimento orgânico da doutrina – que sempre houve e haverá na história da Igreja; outra, bem diferente é a adulteração, a modificação! A Congregação para a Doutrina da Fé procura, portanto, deixa claro que a eclesiologia do Vaticano II deve ser interpretada à luz da perene Tradição da Igreja. Como Bento XVI
tanto insiste, o Vaticano II não foi uma ruptura nem uma revolução, mas um progresso na vida e na fé da Igreja de Cristo.
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Segunda questão: Como deve entender-se a afirmação de que a Igreja de Cristo subsiste na Igreja católica?
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Resposta: Cristo "constituiu sobre a terra" uma única Igreja e instituiu-a como "grupo visível e comunidade espiritual", que desde a sua origem e no curso da história sempre existe e existirá, e na qual só permaneceram e permanecerão todos os elementos por Ele instituídos. "Esta é a única Igreja de Cristo, que no Símbolo professamos como sendo una, santa, católica e apostólica […]. Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele".
Na Constituição dogmática Lumen Gentium 8, subsistência é esta perene continuidade histórica e a permanência de todos os elementos instituídos por Cristo na Igreja católica, na qual concretamente se encontra a Igreja de Cristo sobre esta terra.
Enquanto, segundo a doutrina católica, é correto afirmar que, nas Igrejas e nas comunidades eclesiais ainda não em plena comunhão com a Igreja católica, a Igreja de Cristo é presente e operante através dos elementos de santificação e de verdade nelas existentes, já a palavra "subsiste" só pode ser atribuída exclusivamente à única Igreja católica, uma vez que precisamente se refere à nota da unidade professada nos símbolos da fé (Creio… na Igreja "una"), subsistindo esta Igreja "una" na Igreja católica.
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Observação minha: Muito bem articulada, muito equilibrada esta resposta! Vejamos: (1) Explica que a Igreja de Cristo subsiste única e exclusivamente na Igreja católica (aquela que está em comunhão com o Sucessor de Pedro e os Bispos em comunhão com ele); (2) Esclarece o que significa “subsistir”: é a perene continuidade histórica e a permanência de todos os elementos instituídos por Cristo para a sua Igreja. O Decreto Unitatis Redintegratio, do Vaticano II, diz quais são esses elementos. Eis alguns: a profissão de fé em Jesus como Senhor e Salvador, a fé na Trindade, a Palavra de Deus ouvida e proclamada segundo a Tradição apostólica, os sacramentos, de modo particular o Batismos e a Eucaristia, a sucessão apostólica dos Bispos, o ministério petrino, a veneração da Virgem Maria e dos Santos de Cristo, a vida da graça, a caridade fraterna, os dons e carismas do Espírito Santo, o martírio, o zelo missionário, a esperança na vida eterna... Todos estes elementos fazem parte da Igreja de Cristo e nela não podem faltar. Ora, somente na Igreja católica eles se encontram na sua totalidade. (3) Esta resposta faz eco também à Declaração Dominus Iesus, que ensina não ser possível falar em vários graus de subsistência: a subsistência é uma só e plena. Em outras palavras: A Igreja de Cristo subsiste, permanece, continua de modo completo somente na Igreja católica!

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Terceira questão: Por que se usa a expressão "subsiste na", e não simplesmente a forma verbal "é"?
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Resposta: O uso desta expressão, que indica a plena identidade da Igreja de Cristo com a Igreja católica, não altera a doutrina sobre Igreja; encontra, todavia, a sua razão de verdade no fato de exprimir mais claramente como, fora do seu corpo, se encontram "diversos elementos de santificação e de verdade", "que, sendo dons próprios da Igreja de Cristo, impelem para a unidade católica".

"Por isso, as próprias Igrejas e Comunidades separadas, embora pensemos que têm faltas, não se pode dizer que não tenham peso ou sejam vazias de significado no mistério da salvação, já que o Espírito se não recusa a servir-se delas como de instrumentos de salvação, cujo valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada à Igreja católica".
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Observação minha: Note-se o compromisso com a verdade e, ao mesmo tempo, a delicadeza ecumênica desta resposta. Primeiro, o texto explica que tanto faria dizer: “A Igreja de Cristo subsiste na Igreja católica” quanto “A Igreja de Cristo é a Igreja católica”. Ora, é tal doutrina – colocada na sombra ou até negada hoje por alguns dentro da própria Igreja – que deve estar claríssima na mente e no coração dos fiéis. Cristo fundou uma só Igreja e tal Igreja é a Igreja católica. A questão é que afirmar simplesmente “é” torna mais difícil compreender como fora da unidade visível da Igreja católica possam existir elementos eclesiais. O “subsiste na” é mais compatível com a doutrina, igualmente antiga e tradicional, segundo a qual fora da unidade da Igreja católica há elementos de salvação. Em segundo lugar, o texto deixa claro que o Espírito Santo utiliza também as comunidades não católicas na obra da salvação. Tudo quanto essas comunidades possuam de realmente eclesial deriva da plenitude católica e a ela conduzem! Sendo assim, evita-se o tudo ou nada: nossos irmãos separados, ainda que não estejam na plena comunhão com a Igreja de Cristo, graças a Deus conservam tantos elementos dessa Igreja católica!

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Quarta questão: Por que é que o Concílio Ecumênico Vaticano II dá o nome de "Igrejas" às Igrejas orientais separadas da plena comunhão com a Igreja católica?
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Resposta: O Concílio quis aceitar o uso tradicional do nome. "Como estas Igrejas, embora separadas, têm verdadeiros sacramentos e sobretudo, em virtude da sucessão apostólica, o Sacerdócio e a Eucaristia, por meio dos quais continuam ainda unidas a nós por estreitíssimos vínculos", merecem o título de "Igrejas particulares ou locais", e são chamadas Igrejas irmãs das Igrejas particulares católicas.

"Por isso, pela celebração da Eucaristia do Senhor em cada uma destas Igrejas, a Igreja de Deus é edificada e cresce". Como, porém, a comunhão com a Igreja católica, cuja Cabeça visível é o Bispo de Roma e Sucessor de Pedro, não é um complemento extrínseco qualquer da Igreja particular, mas um dos seus princípios constitutivos internos, a condição de Igreja particular, de que gozam essas venerandas Comunidades cristãs, é de certo modo lacunosa.

Por outro lado, a plenitude da catolicidade própria da Igreja, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele, encontra na divisão dos cristãos um obstáculo à sua realização plena na história.
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Observação minha: Segundo a antiga tradição da Igreja, existe realmente uma Igreja (no sentido de Diocese) onde há um Bispo ordenado dentro da legítima sucessão apostólica e onde se celebra a Eucaristia plena (como sacrifício pascal de Cristo e sua presença real no pão e no vinho consagrados). Ora, nas comunidades cristãs que se separaram de Roma em 1054 esses elementos são plenamente presentes. As dioceses que se separaram e se chamam Igrejas ortodoxas, têm Bispos legítimos, ordenados na sucessão apostólica e em tudo guardaram a fé e os sacramentos. Falta-lhes somente a plena comunhão com o Sucessor de Pedro. Sendo assim se lhes pode dar o título de “Igrejas”, ainda que tenham a grave ferida da não-comunhão plena com o Sucessor de Pedro.

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Quinta questão: Por que razão os textos do Concílio e do subsequente Magistério não atribuem o título de "Igreja" às comunidades cristãs nascidas da Reforma do século XVI?
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Resposta: Porque, segundo a doutrina católica, tais comunidades não têm a sucessão apostólica no sacramento da Ordem e, por isso, estão privadas de um elemento essencial constitutivo da Igreja. Ditas comunidades eclesiais que, sobretudo pela falta do sacerdócio sacramental, não conservam a genuína e íntegra substância do Mistério eucarístico, não podem, segundo a doutrina católica, ser chamadas "Igrejas" em sentido próprio.
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Observação minha: Começo repetindo o que já afirmei acima: Os católicos denominam “igrejas” em sentido teológico somente aquelas comunidades que conservaram a plena sucessão apostólica dos Bispos e a Eucaristia plena. É o caso das Igrejas particulares (dioceses) ortodoxas e vétero-católicas. Teologicamente, não existe uma Igreja ortodoxa, mas Igrejas (dioceses) ortodoxas, que não estão em comunhão plena com o Bispo de Roma e, assim, não estão na plena unidade da Igreja de Cristo. Têm elas uma ferida grave: falta-lhes o ministério petrino, que Cristo quis na sua Igreja. Quanto às comunidades protestantes, os católicos as denominam “comunidades eclesiais”, pois faltam-lhes a sucessão apostólica dos Bispos recebida no sacramento da Ordem e a Eucaristia plena. Ora, sem o ministério ordenado na sua plenitude e sem a Eucaristia não há Igreja; há comunidades que possuem elementos da Igreja de Cristo! Nossos irmãos protestantes conservaram vários elementos da Igreja de Cristo: a fé em Jesus como único Senhor e Salvador, a proclamação da Trindade Santa, o amor à Palavra de Deus escrita, o Batismo em nome da Trindade, o apelo missionário, a esperança na vida eterna, vários dons e carismas, etc. Por tudo isto devemos dar graças a Deus e por tudo isto eles são nossos irmãos.
Finalmente, é digno de nota que o texto esclarece que também a Igreja católica se ressente das divisões entre os cristãos, pois que são um obstáculo à sua plena realização na história. O ecumenismo, busca da unidade visível de todos os cristãos, é, pois, uma necessidade também para o bem dos católicos.
Como se pode ver, a beleza deste Documento é a capacidade de dizer a verdade sem meias medidas e, ao mesmo tempo, o modo caridoso e humilde de dizê-lo, reconhecendo o bem e os valores presentes nas comunidades não católicas. É um belo modelo de prática ecumênica: a verdade dita na caridade e a caridade vivida na verdade!
Texto retirado do blogger de Sua Excelência Reverendíssima Dom Henrique Soares da Costa

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Os sacerdotes são pessoas REALMENTE felizes?




Os sacerdotes, em geral, estão entre os membros mais felizes da sociedade, declara o padre Stephen Rossetti, e, contrariamente à opinião laicista, muitos consideram o celibato como um aspecto positivo da vocação. Estas são algumas conclusões destacadas por Rossetti em “Por que os sacerdotes são felizes?” (Ave Maria Press).


O autor, decano associado no seminário e nos programas ministeriais da Universidade Católica da América, também escreveu “Nascimento da Eucaristia”“A alegria do Sacerdócio”, e “Quando o leão ruge”. Psicólogo licenciado, Rossetti foi presidente doInstituto Saint Luke, um centro de tratamento e educação para o clero e os religiosos.
O autor fez uma pesquisa com 2.500 sacerdotes e chegou a conclusões que a sociedade moderna acharia surpreendentes.


Nesta entrevista ele fala da pesquisa e da relação entre a felicidade de um sacerdote e a sua proximidade com Deus e com os outros, além da esperança para o futuro do sacerdócio.

Sua pesquisa diz que os sacerdotes estão entre as pessoas mais felizes do mundo. Por que não ouvimos falar desta felicidade mais vezes?

Pe. Rossetti: Esse constante achado da felicidade nos sacerdotes continua sendo um segredo. Por quê? Primeiro, porque as boas notícias não são notícia. As tragédias e os escândalos enchem as capas, mas caras de sacerdotes felizes não.
Em segundo lugar, porque a secularização da nossa cultura gera uma espécie de negativismo contra a religião organizada. Existe a crença secular de que praticar a fé deve ser algo restritivo e triste. Escutar que os sacerdotes estão entre as pessoas mais felizes é incrível. O fato da felicidade clerical é um desafio poderoso e fundamental para a concepção secular moderna.

Quais são os fatores básicos da felicidade de um sacerdote?

Pe. Rossetti: Eu tive que fazer uma equação de regressão múltipla até encontrar as variáveis mais importantes. A primeira e mais forte foi a variável da “paz interior”. Os que transmitiam uma imagem positiva e uma sensação de paz interior foram os mais felizes entre os sacerdotes. Curiosamente, a minha pesquisa demonstrou que o item mais poderoso da paz interior é a relação pessoal com Deus. A correlação deu uma r=.55, que é uma correlação muito forte em ciências sociais. E de onde vem a paz interior? Quando você tem uma relação sólida com Deus, você tem muita paz interior. Jesus prometeu. “Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz”.


Foi muito emocionante para mim ver as verdades do Evangelho dispostas diante dos meus olhos em forma de estatísticas. Só encontramos a paz verdadeira e duradoura em Deus. E claro, também a relação pessoal com Deus foi um indicativo da felicidade. De novo uma correlação importante (r=.53). A nossa vida espiritual é um poderoso contribuinte para a paz interior e para a felicidade pessoal.

Qual é o papel das relações interpessoais, com a família, os amigos, os fiéis, na felicidade de um sacerdote?

Pe. Rossetti: Tem outra equação de regressão múltipla que eu fiz. Perguntei qual era o indicativo mais forte numa relação com Deus, qual variável parecia contribuir mais para uma relação positiva com Deus. A resposta foi clara: ter amigos próximos (a correlação foi de r=.46). Desenvolver uma relação sadia com os outros nos ajuda a nos conectar com Deus. O isolamento provoca infelicidade. Fomos feitos para nos relacionar com os outros. A ampla maioria dos sacerdotes pesquisados, mais de 90%, tem amizades sólidas com outros padres e com leigos. Uma das grandes alegrias e apoios para a vida de um sacerdote é a conexão com os outros.


O conceito laicista de que os sacerdotes são pessoas solitárias, isoladas, não é verdade. A felicidade sacerdotal aumentou nos últimos anos e é provável que ela aumente mais ainda. Só 3,1% dos sacerdotes na pesquisa estava pensando em deixar o sacerdócio. Considerando a enorme pressão contra o sacerdócio na atualidade, e os muitos desafios reais, isto é muito importante.

E o celibato? Como ele se relaciona com a felicidade de um sacerdote?

Pe. Rossetti: Também foi interessante. Os sacerdotes chamados por Deus a viver uma vida célibe, apesar das dificuldades, parecem ser homens felizes. A correlação entre essa visão positiva do celibato e a felicidade sacerdotal foi r=.47. Mais de 75% dos sacerdotes consideram o celibato uma parte positiva da vida deles. Prevemos que essa porcentagem vai aumentar no futuro, já que são os sacerdotes jovens que defendem com mais energia o celibato. Ao contrário da mentalidade laicista, o apoio ao celibato sacerdotal aumentará no futuro nos sacerdotes dos Estados Unidos. Está desaparecendo esse tema “polêmico” entre os padres no país. Mas este é o desafio.


Uma coisa é aceitar o celibato como uma parte necessária da vida do sacerdote, mas precisa de um profundo nível de espiritualidade para experimentar o celibato como um dom de Deus e uma graça pessoal. Uma profundidade de vida muito concreta. Refletindo nos resultados do estudo, eu me sinto muito inspirado pelo compromisso e pela vitalidade espiritual da vida desses padres. Esta é a verdadeira realidade das conclusões do estudo: os nossos sacerdotes são homens santos e felizes.

Qual era a religião de Steve Jobs?



Alguns símbolos representam uma era, e este é o caso da famosa “maçã mordida” da Apple.


Steve Jobs, com sua maçã mudou o nosso jeito de viver o mundo, suas inovadoras invenções ditaram regras no mercado da tecnologia e na vida diuturna de milhões de pessoas. Como disse um jovem no twitter na semana da morte de Jobs, talvez depois da maça de Adão e Eva, e a de Isaac Newton, o símbolo da marca Apple, seja a maçã mais famosa de nosso tempo.

Houve muita especulação quanto a religião de Jobs, se ele era cristão, budista, ou mesmo ateu. Alguns chegaram a afirmar que um gênio como ele não se preocupava com assuntos ligados a religião. Acho difícil! Se ele era realmente alguém com um senso crítico tão exigente. Alguns sites americanos afirmam que ele chegou a usar métodos alternativos na cura do câncer de pâncreas. Portanto ele cria em algo, em uma possibilidade de sobrevivência, na esperança de atrasar o inevitável.

Cada religião tem sua própria teoria sobre o que acontece depois da morte. Judeus, católicos, cristãos, espíritas, cada um responde de acordo com suas convicções religiosas. Porém a morte é uma certeza inexorável e triste, não importa se você é um gênio mundialmente famoso, ou um morador de rua anônimo. Ela chega pra todo mundo de uma forma ou de outra.

A Apple e seus produtos são quase uma religião e Steve Jobs é o seu sumo sacerdote. A marca está atrelada a um estilo de consumidor que se torna um aficcionado depois que experimenta a excelência de seus dispositivos, sejam celulares, tablet’s ou computadores. Os fãs dos produtos Apple fizeram uma peregrinação nas lojas, trazendo maçãs e acendendo velas, deixando cartões de condolências.

Não sei se Jobs acreditava em alguma religião organizada… O que sei é que ele era uma gênio da tecnologia e um líder com uma personalidade surpreendente. Ele acreditava no poder que o homem tem para mudar o mundo, mas isso não é suficiente para salvar a própria alma.

Jobs transformou o símbolo mitológico da queda (a maçã mordida) em um símbolo de progresso e eficiência tecnológica. Mas queda é queda, e o fruto proibido trouxe a morte ao mundo, que ceifou a vida de um visionário como Jobs. Podemos melhorar tudo o que somos, mas sem Deus não podemos mudar a nossa natureza. Seja gênio ou louco, todos precisam de Deus, algo que a tecnologia jamais poderá reproduzir.

Pedofilia de alguns membros da Igreja: A generalização movida pelo preconceito.

André Brandalise


Sei que este post pode levantar uma polêmica, mas acredito que a intenção seja essa.
Acho muito engraçado quando MUITOS defendem o respeito a si mesmos ou a setores da sociedade, mas ao mesmo tempo esquecem que outros devem ser respeitados.

Não é incomum vermos denuncias de pedofilia no mundo e este é um mal que deve ser combatido. Sou pai de 4 crianças maravilhosas, e só de imaginar algo assim acontencendo com qualquer um deles já me dá arrepio e nojo.

Ocorre que diante de alguns casos de pedofilia ligados aos sacerdotes católicos, resolvem generalizar e dizer que todo padre é pedófilo. Não vou defender os sacerdotes que tenham cometido pedofilia, pois acredito que devam ser responsabilizados e punidos, mas isso não quer dizer que todo e qualquer padre seja igual. Quem pensa e defende este tipo de coisa só pode ser movido por preconceito.


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEguPBa19CJZp8EiMLGV__VZM9rctXfkEI0Kq_lOaimHW98eIzuX-zseettJ6mruPCmyayTspMvOixv-YFDwGvHmoCae4XlLyinZyZIGqe3c1eKXpwXnZwsTZm5bco-RkAStIx2QmEtff5Z3/s1600/Pedofilia.jpg

Primeiro é importante avisar aos desavisados que a pedofilia não ocorre apenas com sacerdotes, mas na IMENSA MAIORIA das vezes o agressor é parente da vítima. Este dado foi levantado por pesquisa feita pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), através do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica (Nufor), e o quadro ao lado demonstra bem a situação.

Assim, para os que insistem em ligar a pedofilia à Igreja, só digo uma coisa: vá se informar!
Outra situação que costumam dizer: “o padre comete a pedofilia porque tem que viver o celibato” … sim, eu já ouvi/li isso.

Perdão, mas o que dizer então sobre os casados pedófilos? Eles não vivem no celibato.

Mesmo sendo um crime que deve ser combatido, temos que lembrar (pelo jeito para alguns é “descobrir”) que a pedofilia é um distúrbio, uma doença, assim como é o alcoolismo. Pode ser controlada, mas depende de tratamento específico – mesmo assim não se retira a responsabilidade do indivíduo pelos seus atos.

O que digo é: para o pedófilo, o celibato (ou não) é irrelevante, pois não é isso que vai afastá-lo de seu desejo. Para ele não interessa a sua condição social ou estado de vida (casado, solteiro ou celibatário), pois quando movido pelo seu desejo isso some da sua cabeça.

Ainda, a pedofilia existe há séculos e não se restringe apenas a padres. É interessante ver esta condenação limitada apenas aos sacerdotes.

Vamos imaginar a seguinte situação: nos últimos tempos temos DIVERSOS casos de pedofilia envolvendo professores (exemplos: 12345678), e se seguíssemos a mesma lógica, teríamos que dizer que todos os professores são pedófilos, O QUE EVIDENTEMENTE NÃO É VERDADE E SERIA UMA IMENSA INJUSTIÇA, a tanto que não se vê piadinhas e acusações de forma generalizada contra os professores.

A pesquisa citada acima (link abaixo da imagem) diz que a pedofilia ocorre mais vezes sendo o agressor o padrasto, o que não significa que todo padrasto seja pedófilo.

Ora, se vale para uns, vale para outros. Assim como não podemos generalizar com os professores e padrastos, não podemos fazer o mesmo com outras pessoas (INCLUSIVE OS SACERDOTES).

Então está na hora de pararem com essa visão limitada e preconceituosa contra os padres. Querem atacar a Igreja Católica (e isso virou moda hoje em dia), sejam pelo menos inteligentes e usem argumentos válidos, e não uma generalização absurda e ofensiva.

O combate à pedofilia deve continuar e todo cuidado é pouco, mas ficar acusando toda e qualquer pessoa apenas porque alguém em situação (profissional, parentesco, etc.) semelhante cometeu a pedofilia é no mímino falta de vontade de pensar.

Antes que venham atacar o celibato, peço que leiam este texto: Os sacerdotes são pessoas REALMENTE felizes?

Apple, Google, as novas mídias! Aumentam evidências de censura ao conteúdo cristão na Internet.

Por Pe. John Flynn, L.C.
Um estudo do National Religious Broadcasters (NRB), da Virgínia, Estados Unidos, aponta graves problemas no tratamento que as novas plataformas de comunicação dão à religião.
Com o título “True Liberty in a New Media Age: An Examination of the Threat of Anti-Christian Censorship and Other Viewpoint Discrimination on New Media Platforms” (Liberdade Verdadeira numa Nova Era Midiática: Análise da Ameaça da Censura Anticristã e da Discriminação de outras Opiniões nas Novas Plataformas), o informe analisa principalmente o Google, a Apple, o Facebook e o Twitter.
Segundo o seu próprio site, a NRB é uma associação internacional apolítica de comunicadores cristãos. Seu relatório expressa preocupação com o fato de um pequeno número de grandes empresas controlarem a indústria da internet: “Nossa conclusão é de que as ideias e outros conteúdos religiosos cristãos enfrentam um perigo claro de censura nas plataformas de comunicação baseadas na rede”.
Algumas empresas já proibiram o conteúdo cristão, enquanto outras estabeleceram diretrizes que no futuro podem levar à censura, diz o informe.
Apple
A Apple bloqueou, em duas ocasiões, aplicações cristãs na loja iTunes devido ao conteúdo religioso.
Em novembro de 2010, retirou seu apoio à Declaração de Manhattan. É uma declaração das crenças cristãs sobre o casamento, a santidade da vida e a liberdade religiosa. Um dos pontos da declaração dizia que a conduta homossexual é imoral, o que, segundo o ponto de vista de Apple, é ofensivo.
Em março de 2011, a Apple censurou também uma aplicação da Exodus International, instituição cristã que diz ajudar pessoas a sair do estilo de vida homossexual. De novo, a empresa declarou que a aplicação era ofensiva e violava suas diretrizes.
Em julho de 2011, a Apple tirou o iTunes da Christian Values Network, um portal que financia organizações de caridade. A empresa informou que a decisão se baseava em reclamações de que algumas organizações assistenciais tinham posturas críticas quanto às iniciativas em favor dos direitos dos homossexuais.
O estudo conclui que, no geral, a política da Apple quanto às suas aplicações é vaga e confusa. Quando se trata de sátiras, humor ou comentários políticos, as normas são diferentes dos casos religiosos, dando ampla margem à livre publicação de conteúdo.
Google
O Google, segundo o relatório, se negou a colocar em seu motor de busca um anúncio pró-vida cristão do Christian Institute, com base na “política de não permitir publicidade relacionando aborto e religião”.
Christian Institute processou a empresa, que acabou mudando sua política de não permitir anúncios sobre o aborto por parte de grupos religiosos. Porém, o Google ainda bloqueia qualquer anúncio sobre o aborto que contenha a frase “o aborto é assassinato”, afirmação considerada “horripilante”.
Outro problema destacado no informe tem a ver com as diretrizes do Google para suas ferramentas web. O uso gratuito ou com descontos não se aplica a igrejas, grupos religiosos ou organizações que levem em consideração a religião ou orientação sexual ao contratar seus empregados. Segundo a NRB, as igrejas cristãs que solicitaram ao Google o status de “organizações sem fins lucrativos” tiveram o pedido negado.
Quando operou na China com uma versão local, o Google também expressou concordância em cooperar com o governo para bloquear listas de palavras relacionadas com o grupo religioso Falun Gong e o Dalai Lama.
O informe da NRB cita ainda o testemunho de Scott Cleland, ex-subsecretário adjunto norte-americano para Políticas de Informação e Comunicação, que declara que “o Google rejeita os valores tradicionais judaico-cristãos”.
Segundo o informe, o Facebook também censura, apagando comentários anti-homossexuais e mantendo parcerias com organizações que promovem a agenda homossexual.
O discurso do ódio
Com exceção do Twitter, a política das principais plataformas web tem definições muito difusas do que consideram “o discurso do ódio”, criticado pelo informe como um perigo para a liberdade de expressão. O Facebook, por exemplo, proíbe “conteúdo religioso incitante e agendas político-religiosas”.
As normas do Google bloqueiam conteúdo publicitário que critique grupos por sua religião, orientação sexual ou identidade de gênero. O informe indica que esta prática elimina a publicidade dos grupos cristãos pró-família, que se opõem a grupos de defesa dos homossexuais que promovem a legalização do casamento do mesmo sexo. Implica também que as críticas a outras religiões ou seitas teologicamente equivocadas violam a política do Google.
Segundo o estudo, os provedores de serviços de internet Comcast, AT&T e Verizon também violam a liberdade de expressão e suas normas permitiriam censurar qualquer conteúdo cristão.
O informe pede a essas empresas que mudem de política, garantindo a liberdade de expressão e renunciando à censura dos legítimos pontos de vista cristãos.

Qual é a beleza que salva?



O Cardeal Ratzinger desvenda o verdadeiro sentido da salvação através da beleza, da via pulchritudinis: “Quem não conhece a frase tantas vezes citada de Dostoyevsky: ‘A beleza é que nos há de salvar’? No entanto, quase sempre é esquecido recordar que, com esta beleza salvadora, Dostoievski está a pensar em Cristo. A Ele é que precisamos aprender a ver. Quando não O conhecemos apenas por palavras, mas somos atingidos pela seta da Sua beleza paradoxal, então é que O conhecemos verdadeiramente e ficamos a saber sobre Ele, sem ser apenas em segunda mão. Então, teremos encontrado a beleza da verdade, da verdade redentora.

Nada há que melhor nos possa pôr em contato com a beleza do próprio Cristo do que o mundo do Belo criado pela fé, bem como a luz resplandecente no rosto dos santos, através da qual se torna visível a Sua própria luz.

A beleza que salva é, portanto, Jesus Cristo, que, segundo a feliz expressão de São Boaventura, é a manifestação por excelência, pulchritudo omnium pulchritudinum. O cristão somente alcançará essa plenitude na medida em que seu desejo de perfeição busque amorosamente o Bom Pastor.

De fato, Cristo Pastor Belo (Jo 10,11) é para a fé cristã a própria Revelação da beleza incriada vista sob dois aspectos sublimes: primeiro, a beleza harmoniosa do mais formoso entre os filhos dos homens (Sl 45,3), e, segundo, a misteriosa beleza do varão de dores ante quem se volta o rosto (Is 53,2). Em sua natureza humana unida à divina, Jesus é a matriz de todas as belezas estéticas; em sua paixão e morte de Cruz é a fonte causal e inspiradora de toda beleza moral.

Coerente com este duplo aspecto da beleza de Cristo, o cristão só realiza sua missão quando alcança a plenitude dessa forma Christi. Na luz da santidade e na beleza do sofrimento bem aceito, a luz de Cristo resplandece no exterior do cristão, servindo de salvação para os não-cristãos. Por isso, em Cristo – e só nele – nossa via crucis, se transforma em via lucis. Esta é a plenitude da via pulchritudinis.

A BELEZA QUE SALVA - VOZ DOS PAPAS - PARTE II

Como outrora a beleza foi recusada no mundo pagão, quando este se afastou do significado transcendental da criação, recaindo, primeiro na hediondez moral (Rm 1,19ss), e posteriormente na  pior das barbáries, aquela que se diz civilizada, também hoje, a beleza edificada ao longo dos séculos pelo cristianismo na civilização ocidental parece novamente despedir-se do mundo, abandonando-o à sua pragmática avidez de divertimento e lucro.

Esta recusa à beleza transcendental, gerada pela falta de amor a Deus em troca do afeto aos bens materiais, só pode conduzir os homens à tristeza e à depressão. Esta frustração caracteriza a mentalidade materialista, a qual contraria a procura do Absoluto inerente à natureza humana.

Com a exclusão da beleza no panorama dos homens, o bem moral perde sua força de atração, obstruindo a evidência de seu dever e a razão última de seu cumprimento. Assim, o homem, perdido diante da escolha entre um bem obnubilado pelo mal, que se mostra cada vez mais excitante, busca no  vício a felicidade total que não encontrou na pobre manifestação da virtude.

Em sentido contrário, Von Balthasar afirma que a autenticidade da vida cristã consiste na configuração do cristão com a forma Christi. Esta é a plenitude da bondade na vida cristã. A forma de Cristo está envolta no enobrecimento de todo o âmbito existencial, consistente, em última análise, no progresso espiritual, que nada mais é que a beleza moral da santidade, pois, a forma do cristão consiste na bondade da integridade, a qual é a mais bela realização do quanto se pode dar no âmbito humano.

Em consequência, o cristão só responde ao seu chamado pessoal à santidade, e realiza a sua missão no mundo, quando se torna essa forma querida por Cristo, na qual a beleza exterior expressa e corresponde à bondade interior. Somente deste modo o testemunho de uma vida torna-se credível para o mundo, digno de ser amado pela autenticidade da beleza moral.
O brilho da santidade arrebata, pois consiste, em última análise, na participação da própria luz de Cristo infusa pelo batismo e vivificada pela ação da graça. Este entusiasmo pela beleza autêntica da forma Christi convida o homem a considerar com outros olhos a Revelação, e o convoca a este admirabile comercium et connubium entre Deus e o homem.
A verdade sem a beleza
De modo semelhante ao que ocorre com a bondade, quando a verdade não está associada ao belo, seus argumentos demonstrativos perdem a força de atração, e, ainda mais grave, sua ponderação lógica.

Constata Von Balthasar que, ao longo da História, o desejo do verum pelo verum havia destruído a comunhão entre os transcendentais, gerando uma hiperatividade especulativa em detrimento de um abandono da beleza, então considerada supérflua. Em resposta, propõe a elevação da teologia à sua causa originária, de maneira que sua compreensão se torne universal, e não apenas baseada em alguma verdade parcial. Este método evita que as proposições se afastem dos princípios originários baseados na verdade absoluta, tornando-se joguetes de verdades minores passíveis às manobras da dialética.

Neste sentido, explicava o cardeal Joseph Ratzinger que “os argumentos, muitas vezes caem no vazio, uma vez que no nosso mundo não faltam argumentações a concorrerem e a contraporem-se entre si, de tal maneira que acaba por se impor espontaneamente aquela máxima que os teólogos medievais resumiram da seguinte forma: ‘a razão tem nariz de cera’, ou seja, se o homem for suficientemente adestrado, é possível dobrá-la nas mais diversas direções. É tudo tão atinado e tão óbvio… contudo, em quem é que havemos de confiar?

Diante desta dificuldade, Balthasar recorda que a beleza se define como “a última palavra até onde pode chegar o intelecto reflexivo, já que é uma auréola de resplendor indelével que rodeia a estrela da verdade e do bem, que são indissociáveis”. A luz salvadora da via da beleza é a guia do náufrago nas instáveis águas da razão, pois como observa o Cardeal Ratzinger, “o encontro com a beleza pode ser visto como esse embate da seta que fere a alma para, assim, lhe abrir os olhos, de modo que ela possa, doravante, e a partir dessa sua experiência, ter critérios de juízo e ter a capacidade de ajuizar com retidão de argumentos”.
O ser sem a beleza
Se isto ocorre com os transcendentais, apenas porque um deles foi descuidado, Balthasar questiona o que acontecerá em relação ao próprio ser.

São Tomás considerava o ser à semelhança de certa luz do ente. Ora, a luz do ser só é autenticamente bela quando a complacência que produz se funda na verdade e na bondade do próprio ser (splendor boni e splendor veri). Fora deste núcleo constitutivo não se dá o belo, seja de que maneira for.

Por esta razão, quando se deseja transmitir uma verdade objetiva sobre os seres, não se poderá realizá-lo sem o aporte da beleza, pois esta ilumina o intelecto na distinção e no conhecimento dos seres. Von Balthasar observa que se esta luz do ser, que é o belo, não estiver presente na linguagem do transmissor, o mistério do ser não se expressa de modo perfeito. Em outras palavras, sem o belo, o ser permaneceria obscuro e incompreensível para o destinatário da mensagem, pois a comunicação da verdade e da bondade sobre determinado ser não seria íntegra, mas apenas parcial.

Em suma, enquanto último dos transcendentais, o belo completa e sela a bondade e a verdade em seu verdadeiro eixo, de modo a conceder ao bem toda sua força de atração; ao verdadeiro sua integridade. Desta forma, comunica ao ser a autêntica expressão de si mesmo. Corresponde, pois, à teologia desenvolver a proposta balthasariana da beleza em seu sentido mais autêntico, a fim de que, dessa maneira, a via pulchritudinis seja o raio de luz salvador aos homens de hoje.
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