domingo, 12 de junho de 2011

Aniversário de 60 anos da ordenação de Bento XVI é celebrado no Vaticano



Evento contou com desfile de trajes bávaros neste domingo (12).

Atual pontícife tornou-se padre há 60 anos.

Do G1, com informações da AFP e Reuters

O Vaticano comemora os 60 anos da ordenação de Bento XVI como padre católico neste domingo (12), com evento na praça São Pedro, no Vaticano.
O evento contou com um desfile de alegorias e trajes bávaros. O Papa chegou a aparecer em uma janela da Basílica de São Pedro para acenar aos fiéis.

Homilia de Bento XVI na Solenidade de Pentecostes - 2011

(tradução de Leonardo Meira - equipe CN Notícias)












Solenidade de Pentecostes
Basílica de São Pedro
Domingo, 12 de junho de 2011

Queridos irmãos e irmãs!

Celebramos hoje a grande Solenidade de Pentecostes. Se, em certo sentido, todas as solenidades litúrgicas da Igreja são grandes, esta de Pentecostes o é de maneira singular, porque assinala, chegado o quinquagésimo dia, o cumprimento do evento da Páscoa, da morte e ressurreição do Senhor Jesus, através do dom do Espírito do Ressuscitado. Para Pentecostes, a Igreja preparou-nos nos dias passados com a sua oração, com a invocação repetida e intensa a Deus para obter uma renovada efusão do Espírito Santo sobre nós. A Igreja reviveu, assim, aquilo que aconteceu nas suas origens, quando os Apóstolos, reunidos no Cenáculo de Jerusalém, "eram perseverantes e unânimes na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dele" (At 1,14). Estavam reunidos em humilde e confiante espera de que se cumprisse a promessa do Pai comunicada a eles por Jesus: "Vós sereis batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias... descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força" (At 1,5.8).

Na liturgia de Pentecostes, à narração dos Atos dos Apóstolos sobre o nascimento da Igreja (cf. At 2,1-11), corresponde o salmo 103, que escutamos: um louvor a toda a criação, que exalta o Espírito Criador, o qual fez tudo com sabedoria: "Ó Senhor, quão variadas são as vossas obras! Feitas, todas, com sabedoria, a terra está cheia das coisas que criastes... Ao Senhor, glória eterna; alegre-se o Senhor em suas obras!" (Sal 103,24.31). Aquilo que deseja dizer-vos a Igreja é isto: o Espírito Criador de todas as coisas e o Espírito Santo que Cristo fez descer do Pai sobre a comunidade dos discípulos são um e o mesmo: criação e redenção se pertencem reciprocamente e constituem, em profundidade, um único mistério de amor e de salvação. O Espírito Santo é, antes de tudo, o Espírito Criador e, portanto, Pentecostes é a festa da criação. Para nós, cristãos, o mundo é fruto de um ato de amor de Deus, que fez todas as coisas e das quais Ele se alegra porque é "coisa boa", "coisa muito boa", como recorda-nos a narração da criação (cf. Gen 1,1-31). Deus, por isso, não é o totalmente Outro, inominável e obscuro. Deus revela-se, tem um rosto, Deus é razão, Deus é vontade, Deus é amor, Deus é beleza. A fé no Espírito Criador e a fé no Espírito que o Cristo Ressuscitado dá aos Apóstolos e dá a cada um de nós estão, portanto, inseparavelmente unidas.

A segunda Leitura e o Evangelho de hoje mostram-nos essa conexão. O Espírito é Aquele que nos faz reconhecer em Cristo o Senhor, e faz-nos pronunciar a profissão de fé da Igreja: "Jesus é o Senhor" (cf. 1 Cor 12,3b). Senhor é o título atribuído a Deus no Antigo testamento, título que na leitura da Bíblia ocupava o lugar do seu impronunciável nome. O Credo da Igreja é nada mais que desenvolvimento disto que se diz com esta simples afirmação: "Jesus é o Senhor". Dessa profissão de fé, São Paulo diz-nos que se trata da palavra e da obra do Espírito Santo. Se desejamos estar no Espírito, devemos aderir a esse Credo. Fazendo-o nosso, aceitando-o como nossa palavra, adentramos na obra do Espírito Santo. A expressão "Jesus é o Senhor" pode-se ler nos dois sentidos. Significa: Jesus é Deus, e contemporaneamente: Deus é Jesus. O Espírito Santo ilumina esta reciprocidade: Jesus tem dignidade divina, e Deus tem o rosto humano de Jesus. Deus se mostra em Jesus e, com isso, dá-nos a verdade sobre nós mesmos. Deixar-nos iluminar no profundo por essa palavra é o evento de Pentecostes. Recitando o Credo, nós entramos no mistério do primeiro Pentecostes: da desordem de Babel, daquelas vozes que se chocam uma contra a outra, acontece uma radical transformação: a multiplicidade se faz multiforme unidade, do poder unificador da Verdade cresce a compreensão. No Credo, que nos une de todos os ângulos da Terra, que, mediante o Espírito Santo, permite que nos compreendamos, ainda que na diversidade das línguas, por meio da fé, a esperança e o amor, forma-se a nova comunidade da Igreja de Deus.

O trecho evangélico oferece-nos depois uma maravilhosa imagem para clarear a conexão entre Jesus, o Espírito Santo e o Pai: o Espírito Santo é representado como o sopro de Jesus ressuscitado (cf. Jo 20,22). O evangelista João retoma aqui uma imagem da narração da criação, lá onde se diz que Deus soprou nas narinas do homem um sopro de vida (cf. Gen 2,7). O sopro de Deus é vida. Ora, o Senhor sopra na nossa alma um novo sopro de vida, o Espírito Santo, a sua mais íntima essência, e, desse modo, acolhe-nos na família de Deus. Com o Batismo e a Crisma, nos é dado este dom de modo específico, e com os sacramentos da Eucaristia e da Penitência, isso se repete continuamente: o Senhor sopra na nossa alma um sopro de vida. Todos os Sacramentos, cada um de maneira própria, comunicam ao homem a vida divina, graças ao Espírito Santo que opera neles.

Na liturgia de hoje, colhemos ainda uma ulterior conexão. O Espírito Santo é Criador, é ao mesmo tempo Espírito de Jesus Cristo, ainda que o Pai, o Filho e o Espírito Santo sejam um só e único Deus. E à luz da primeira Leitura podemos complementar: o Espírito Santo anima a Igreja. Ela não deriva da vontade humana, da reflexão, da habilidade do homem e da sua capacidade organizativa, posto que se assim fosse já há tempos estaria extinta, assim como passa cada coisa humana. Ela é, ao contrário, o Corpo de Cristo, animado pelo Espírito Santo. As imagens do vento e do fogo, usadas por São Lucas para representar a vinda do Espírito Santo, (cf. At 2,2-3), recordam o Sinai, onde Deus revelou-se ao povo de Israel e lhe havia concedido a sua aliança: "Todo o monte Sinai fumegava – lê-se no Livro do Êxodo –, porque o Senhor tinha descido sobre ele no meio de chamas" (19,18). De fato, Israel festejava o quinquagésimo dia após a Páscoa, depois da comemoração da fuga do Egito, como a festa do Sinai, a festa do Pacto. Quando São Lucas fala de línguas de fogo para representar o Espírito Santo, relembra aquele antigo Pacto, estabelecido com base na Lei recebida por Israel sobre o Sinai. Assim, o evento de Pentecostes é representado como um novo Sinai, como o dom de um novo Pacto em que a aliança com Israel é estendida a todos os povos da Terra, em que caem todos os obstáculos da velha Lei e aparece o seu coração mais santo e imutável, isto é, o amor que exatamente o Espírito Santo comunica e difunde, o amor que abraça todas as coisas. Ao mesmo tempo, a Lei dilata-se, abre-se, também se tornando mais simples: é o Novo Pacto, que o espírito "escreve" nos corações de quanto creem em Cristo. A extensão do Pacto a todos os povos da Terra é representada por São Lucas através de um elenco de populações consideráveis por aquela época (cf. At 2,9-11). Com isso, nos é dita uma coisa muito importante: que a Igreja é católica desde o primeiro momento, que a sua universalidade não é o fruto da inclusão sucessiva de diversas comunidades. Desde o primeiro instante, de fato, o Espírito Santo a criou como a Igreja de todos os povos; essa abraça o mundo inteiro, supera todas as fronteiras de raça, classe, nação; abate todas as barreiras e une os homens na profissão do Deus uno e trino. Desde o início a Igreja é una, católica e apostólica: essa é a sua verdadeira natureza e como tal deve ser reconhecida. Ela é santa, não graças à capacidade dos seus membros, mas porque Deus mesmo, com o seu Espírito, cria-a, purifica-a e santifica-a sempre.

Enfim, o Evangelho de hoje disponibiliza-nos esta belíssima expressão: "Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor" (Jo 20,20). Essas palavras são profundamente humanas, O Amigo perdido está de novo presente, e quem antes estava chateado se alegra. Mas isso diz muito mais. Porque o Amigo perdido não vem de um lugar qualquer, mas da noite da morte; e Ele a superou! Ele não é um qualquer, mas sim é o Amigo e conjuntamente Aquele que é a Verdade que faz os homens viverem; e aquilo que dá não é uma alegria qualquer, mas a alegria mesma, dom do Espírito Santo. Sim, é belo viver porque sou amado, e é a Verdade que me ama. Alegraram-se os discípulos, vendo o Senhor. Hoje, em Pentecostes, essa expressão é destinada também a nós, porque na fé podemos vê-Lo; na fé Ele vem entre nós e também a nós mostra as mãos e o lado, e nós nos alegramos. Por isso queremos rezar: Senhor, mostra-te! Dá-nos o dom da tua presença, e teremos o dom mais belo: a tua alegria. Amém!

Pentecostes: o Dom do Ressuscitado derramado sobre a Igreja

O tempo pascal conclui-se com a Solenidade de Pentecostes, celebração do Espírito Santo, Dom que o Cristo morto e ressuscitado faz à sua Igreja. Vejamos alguns aspectos do significado profundo deste mistério tão importante da nossa fé.
(1) O dom do Espírito Santo é fruto da Páscoa de Cristo. Morto como homem, ele foi ressuscitado pelo Pai na força do Espírito Santo derramado sobre ele (cf. 1Tm 3,16; Rm 1,4). O Espírito torna-se a própria energia divina que sustenta e vivifica a natureza humana de Jesus, de tal modo que São Paulo chega a dizer que o Senhor Jesus é Espírito (cf. 2Cor 3,18). É assim que o Senhor Jesus se torna doador do Espírito Santo: “Exaltado pela Direita de Deus, ele (Jesus) recebeu do Pai o Espírito Santo prometido e o derramou” (At 2,33).
(2) Este derramamento do Espírito deu-se no próprio dia da ressurreição, “na tarde daquele mesmo dia” (Jo 20,19): Jesus entrou no Cenáculo estando fechadas as portas, soprou sobre os Onze e disse: ‘Recebei o Espírito Santo” (Jo 20,22). Aqui nasce a Igreja, aqui os apóstolos são batizados no Espírito Santo, tornando-se cristãos, pois receberam aqui a vida nova do Cristo morto e ressuscitado!
(3) Sendo assim, qual o sentido da festa de Pentecostes? Os judeus celebravam-na cinqüenta dias após a Páscoa para comemorar o dom da Lei que Deus fizera ao povo de Israel. Os israelitas saíram do Egito, atravessaram o Mar e, cinqüenta dias após, chegaram ao pé do Monte Sinai, onde Deus lhes dera a Lei. Como Pentecostes sempre coincidia com o início da colheita, também era considerado a Festa das Primícias. Pois bem: cinqüenta dias após a Páscoa de Jesus, os apóstolos reunidos em Jerusalém, receberam o Espírito de um modo vistoso, barulhento, com fenômenos exteriores. A idéia é muito clara: para o novo povo de Deus, que é a Igreja, a Lei não é mais a Lei dos judeus, mas o Espírito de Amor que Jesus derramou nos nossos corações e que habita em nós (cf. Rm 5,5). O amor que Jesus nos deu como mandamento não é um sentimento, mas é o seu próprio Espírito, no qual unicamente podemos nos amar como ele amou. É este amor que é a plenitude da Lei (cf. Rm 13,8.10). Se olharmos com atenção o texto dos Atos dos Apóstolos que narra a vinda do Espírito, veremos as mesmas características do Monte Sinai: no deserto, dom da Lei acontece no quadro de uma tempestade [“houve trovões, relâmpagos...’ (Ex 19,16)], uma erupção vulcânica [“uma espessa nuvem sobre a montanha, e um clamor muito forte de trombeta... toda a montanha do Sinai fumegava... a sua fumaça subiu como a fumaça de uma fornalha...” (Ex 19,16.18)] e um terremoto [“toda a montanha tremia violentamente” (Ex 19,18)]; no Cenáculo, aparecem os mesmo sinais: ruído, vendaval impetuoso, línguas como de fogo (cf. At 2,2s). a Igreja, fruto da ação do Espírito do Ressuscitado é também primícias da colheita de tudo quanto Cristo realizou na sua páscoa.
(4) Se procurarmos articular o dom do Espírito no dia mesmo da ressurreição (cf. Jo 20,19) com o dom do Espírito em Pentecostes (cf. At 2), podemos dizer o seguinte: o dom do Espírito em João, no dia da ressurreição, equivale ao nosso batismo, quando recebemos, no símbolo da água, o Espírito de vida do Cristo ressuscitado. Nele, recebemos uma vida nova, que germina até a glória eterna. Já o dom do Espírito em Pentecostes equivale à experiência de cada cristão no sacramento da crisma, quando nos é dado o Espírito de força para o testemunho de Jesus e a edificação do Corpo de Cristo, que é a Igreja. Agora, com a manifestação no Cenáculo, a Igreja abre as portas e começa a sair de si, lançando-se nas estradas do mundo para testemunhar Jesus e construir-se como comunidade dos discípulos daquele que morreu e ressuscitou.
(5) Na solenidade de Pentecostes é isto que celebramos: o dom do Espírito que é dado à Igreja continuamente, na pregação da Palavra e, sobretudo, nos sacramentos, de modo particular no batismo e na eucaristia. Em cada sacramento, a Igreja suplica ao Pai o dom do Espírito do Filho, que a una sempre mais ao Ressuscitado, vá dando-lhe a vida nova que ele, seu Senhor e Esposo, agora tem à direita do Pai e, assim, vá conduzindo-a mais e mais à vida eterna.
(6) Nunca esqueçamos que, sem o Espírito, não há nem pode haver Igreja. Somente nele, a vida do Cristo permanece e é continuamente renovada na Comunidade dos discípulos; somente no Espírito é possível viver em Cristo, fazer o bem por amor de Cristo... Somente no Espírito o Evangelho pode ser anunciado como boa-nova e não como letra morta e preceito exterior e opressor. É no Espírito Santo que a vida do Cristo não somente está no nosso meio, mas em nós, no nosso interior, inspirando-nos para o bem, dando-nos força contra o mal, plasmando em nós os sentimentos de Jesus e nos preparando para a vida eterna. Somente no Espírito a Comunidade pode se manter unida na verdadeira fé e ligada no mesmo amor, sem, contudo, sufocar as diversidades existentes. Só no Espírito, a Igreja pode se lançar para o futuro, sem ter medo das novidades e, ao mesmo tempo, manter-se fiel ao passado de sua origem, sem tornar-se ancrônica ou ultrapassada. É por tudo isso que o Espírito foi chamado pelos Santos Padres da Igreja Antiga de “alma da Igreja”: ele a vivifica, a mantém unida, a faz cresce e a conduz à plenitude. É também por isso que a Igreja é real e verdadeiramente Templo do Espírito Santo, que nela habita e repousa, nela permanecendo até transfigurá-la completamente no final dos tempos, quando, então, ela será plenamente Corpo do Cristo glorioso e povo de Deus Pai, para sempre.




Fonte: costa_hs.blog.uol.com.br

Santa Missa na Comunidade Shalom

“Se me amais, observareis os meus mandamentos. E eu pedirei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, que ficará para sempre convosco: o Espírito da Verdade. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e está em vós.” Jo 14, 15-17

Povo pentecostal!

Neste último domingo, dia 29 de maio, o Magnífico Reitor do Seminário Arquidiocesano Sagrado Coração de Jesus, presidiu a celebração da Santa Missa na Comunidade Shalom aqui da capital sergipana. A celebração contava também com a presença dos treze seminaristas menores, onde alguns serviram no altar de Nosso Senhor Jesus Cristo. Lá, o Padre José Horácio falou a assembleia sobre o poder dos que vivem o Pentecostes, o povo que sabe acolher os desígnios de Deus, sempre O louvando de forma verdadeira, com fé e esperança, o fiel “povo pentecostal”. Comentou que se fizermos o contrário, os nossos louvores serão em vão, não nos conduzirá pelo caminho da santidade sonhada e esperada por Deus para os seus filhos amados.






Por Seminarista Gedeão Pontes

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Ritmo da vida moderna gera doenças sociais

A psicóloga Elaine Ribeiro explica que o atual modelo produtivo de trabalho afetou diretamente a saúde da população
Stress, depressão, solidão, assédio moral no trabalho, ansiedade generalizada, fobias sociais são doenças que se tornaram comum na vida moderna. Mas por que elas acontecem?

Segundo a psicóloga Elaine Ribeiro tais patologias tem sido estudadas e o que se constatou é que o modo do trabalho e as alterações na economia, ou seja, tudo aquilo que está ligado a uma condição ou estilo de vida, imprimiam um ritmo e uma exigência profissional que entrava em choque com o homem causando assim problemas psicossomáticos.

Essas doenças psicossomáticas chegam a gerar sofrimento físico como a gastrite, pressão alta, doenças cardiovasculares, obesidade, processos alérgicos e doenças de pele.

“O processo de adoecimento que tem origem na rotina ou modo de vida da população foi alterado drasticamente nas últimas décadas”, salienta a psicóloga.

O modelo produtivo do trabalho afetou diretamente a saúde da população. Como explica a especialista, as cobranças de eficácia, sucesso, superação, supervalorização do trabalho, velocidade nas informações, impõem ao homem uma necessidade constante de renovação e transformação, que quando não acompanhadas geram tais patologias.

O progresso da sociedade de alguma forma encobriu o que acontecia com a sociedade, avançando patologias que hoje são mais manifestas e expressivas.

“Na década de 80, estudos sistematizados começaram a ser feitos e tais constatações ficaram mais evidentes. Há uma grande contradição a partir destas constatações, pois muitas vezes, os problemas que originam os quadros que citei, são originados de comportamentos sociais ou das condições de vida, especialmente nas grandes cidades, e estão diretamente ligados à qualidade de vida que a população não desfruta”, esclarece Elaine.

A psicóloga explica que, em geral, quando alguém procura um médico apresentando sintomas ligados a essas patologias sociais, estes estão relacionados a uma vida exigente, cansativa e com poucas atividades de lazer.
“Percebemos que as respostas fisiológicas tratadas com medicamento, muitas vezes não reagem positivamente, ou reagem apenas na presença do medicamento. Tratamos os sintomas, mas não as causas sociais que geram este adoecimento”, conta.


Capitalismo e individualismo

A sociedade global, explica a socióloga Vera Araújo, docente da Instituto Sophia na Itália, perdeu suas referências, no sistema capitalista global. Neste sistema a satisfação pessoal, o culto ao próprio eu, está acima da busca pelo bem comum. Na compra de um produto, por exemplo, a maioria das pessoas não se preocupa com o procedimento de fabricação e suas causa ambientais e sociais, apenas se preocupa com a satisfação pessoal no ter.

"Na cultura da globalização se sublinha a identidade pessoal, ou seja o ator deve cuidar de si, não dos outros, ele deve ser egoísta se quer vencer, e isso não cria laços, pelo contrário, a globalização leva a instituição de relacionamentos virtuais em vez de relacionamentos pessoais, explica a Vera.

Para a estudiosa, a maior patologia trazida pela globalização é o egoísmo, o que significa uma pessoa pensar que pode crescer e amadurecer sem os outros. "O egoismo é uma auto destruição. Isso é um suicídio, primeiramente moral, espiritual e depois pode se tornar um suicídio até físico", salienta.

“O ritmo da modernização, as exigências capitalistas, dentre tantos outros motivos, incluindo este apego ao individualismo e as sociedades que valorizam o que a pessoa produz, contribuem significativamente para estas patologias e também para um sentimento de 'tenho valor por aquilo que sou capaz de produzir', complementa a psicóloga.

A elevação no nível de exigência nas organizações, a competitividade e outros aspectos educacionais, que nem sempre são acompanhados pelo ensino, por exemplo, trazem um dos primeiros descompassos entre desenvolvimento econômico e social e as lacunas no desenvolvimento e na preparação das pessoas para esta realidade, explica ainda a psicóloga.

“Se antes a sociedade era mais solidária (trocava-se arroz por galinha, frutas por verduras e não necessariamente o trabalho estava ligado a necessidade de ter muito dinheiro, mas com pouco se fazia muitas coisas), hoje ela se baseia em valores muito mais individuais, promovendo vazios existenciais e também o individualismo”, destaca Elaine.



Márcio Toshiyuki Okazava / Movimento dos Focolares
Para a socióloga Vera Araújo, a pior patologia da sociedade moderna é o egoísmo, e todas as outras são conseguências dele”.
Solidão global

Para a socióloga, a globalização não contribuiu para a formação de comunidades, ao contrário, fez surgir patologias sociais como a solidão global. “A globalização não uniu as pessoas e os povos, apenas os colocou em comunicação, não os colocou numa possibilidade de se doar e enriquecer uns aos outros”, salienta Vera.

Numa sociedade que vive processos produtivos e competitividade extrema, é possível perceber, segundo a psicóloga, que o isolamento natural das pessoas se dá pelo medo da violência, falta de confiança, facilidade de estabelecer vínculos virtuais.

“Muitas pessoas passam então a viver num mundo teoricamente mais seguro, preferindo estar em sua casa e relacionar-se com pessoas de qualquer parte do mundo, mas muitas vezes com medo do contato pessoal, da rejeição que possa sofrer e até mesmo, usufruindo da facilidade que a tecnologia oferece”, esclarece a psicóloga.

É possível fazer muitas coisas pelo computador: comprar, vender, pagar contas, escolher um carro, etc. Então, como destaca a psicóloga, muitos pensam: “Por que me arriscar?”

“As situações, muitas vezes são instantâneas, não geram vínculo e laço afetivo, ou alimentam fantasias que fazem com que as pessoas se sintam cada vez mais solitárias. Eu não me abro a novas possibilidades, não me relaciono pois não quero abrir mão daquilo que faço, sou e acredito, e com isto também não permito conviver com as diferenças”, elucida Elaine.




A sociedade precisa de amor verdadeiro

Para a socióloga, a mudança deste tipo de pensamento baseado no individualismo pode e deve começar em todas as estruturas da sociedade: na família, na escola, e até mesmo nas empresas, nos ambientes de trabalho e na política. É preciso construir uma cultura do amor. Aquele amor que nasce no coração das pessoas, amor genuíno que dá sem esperar nada em troca.

“Como salienta o Papa Bento XVI em sua Encíclica Caritas in Veritate, a lógica do dom da gratuidade só é entendida no Evangelho”, destaca a socióloga. A força propulsora para o desenvolvimento da humanidade, enfatiza Vera, é a capacidade de amar verdadeiramente ao exemplo de Cristo.

Fonte: noticias.cancaonova.com

Brasil: rezar pela unidade dos cristãos

Iniciou a Semana de Oração no hemisfério sul



(ZENIT.org) - A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2011 iniciou nesse domingo no Brasil. Como é costume no hemisfério sul, o evento se celebra entre as festas de Ascensão e Pentecostes. No hemisfério norte, a Semana foi realizada de 18 a 25 de janeiro.
Em mensagem divulgada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) hoje, o bispo de Chapecó e presidente do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil), Dom Manoel João Francisco, afirma que se trata de “um período bem simbólico para as comunidades cristãs”.
O tema deste ano é “Unidos no ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações” (Cf. Atos 2,42).
“Somos motivados a fazer desta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos mais um momento importante na vida do movimento ecumênico brasileiro”, afirma o bispo.
Ele reforça o convite a que os católicos participem, pois esta Semana de Oração “não é uma daquelas tradições que acontecem quase espontaneamente em nossas comunidades. Ela pede conscientização e disposição”.
Ainda de acordo com o bispo, durante a semana é realizada a coleta para os trabalhos do CONIC, organismo fundado por Igrejas cristãs, as quais devem sustentar as suas atividades.
“Gostaríamos que você se sentisse responsável pela ação da sua Igreja e pela ação do CONIC, na promoção da Unidade Cristã.”
“Que a Semana de Oração seja para todas as comunidades cristãs do Brasil um tempo forte de conversão a Cristo”, afirma Dom Manoel Francisco.
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Na internet:
Material do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos: http://www.vatican.va/
CONIC: www.conic.org.br

Partido islâmico quer proibir a Bíblia no Paquistão

O partido islâmico radical Jamiat Ulema-e-Islã entrou com um recurso no Tribunal Supremo do Paquistão e lançou uma campanha de sensibilização pedindo que se proíba a circulação da Bíblia, definida por eles, como “livro pornográfico” e “blasfemo”. É um novo ataque contra a comunidade cristã no Paquistão, que está com medo por causa dos ataques e ameaças sofridos depois da morte de Bin Laden, amedrontada pela lei da blasfêmia, que pune com a pena de morte aqueles que insultam o Alcorão ou o Profeta Maomé.

O grupo radical Jamiat Ulema-e-Islam, que tem sede geral em Karachi, lançou a campanha durante um encontro público. Segundo o líder do grupo, Abdul Rauf Farooqi, alguns trechos da Bíblia descrevem como “imorais” alguns personagens considerados profetas pelos muçulmanos.

“Esta ação pode alimentar o ódio religioso contra os cristãos. É uma ameaça à convivência pacífica, um ataque ao coração de nossa fé”, disse, desconcertado, Padre Saleh Diego, que preside a “Comissão Justiça e Paz” na arquidiocese de Karachi. “Como cristãos, estamos já muito fragilizados e nos sentimos submetidos a pressões pela iníqua lei da blasfêmia. Estes grupos radicais querem nos cancelar completamente. Certo, são apenas grupos minoritários e auspiciamos que líderes muçulmanos moderados levantem suas vozes para deter esta campanha de ódio”, destacou.

“Nossa resposta, como cristãos no Paquistão, não pode ser outra do que reiterar a urgência do diálogo e do respeito de todos os símbolos religiosos e livros sagrados, de todas as religiões. Esperamos que, em nível internacional, possa surgir uma resposta mais forte e firme, que nos apóie”, concluiu Padre Diego, pedindo uma mobilização dos cristãos e das instituições internacionais para deter a campanha contra a Bíblia.






Fonte: noticias.cancaonova.com
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