terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

E no país da Rainha... II

Justiça do Reino Unido proíbe orações nas câmaras municipais


O Supremo Tribunal do Reino Unido proibiu na sexta-feira (10) as orações no início das sessões das câmaras municipais. A decisão ocorreu a propósito de uma ação movida pelo vereador ateu Clive Bone, que se sente incomodado pelas orações na Câmara de Bideford.

O juiz Ouseley julgou que a Câmara não pode impor as orações aos vereadores descrentes. “Esses vereadores também foram eleitos pelo povo.”


Como a questão passou por tribunais regionais e chegou ao Supremo, a sentença vale para as sessões formais de todos os conselhos da Inglaterra e do País de Gales.

Keith Wood Porteous, diretor da National Secular Society, entidade que deu apoio a Clone, falou que a proibição de “atos de adoração” nas reuniões das câmaras significa um avanço para a separação entre religião e política.

O Reino Unido tem a Igreja da Inglaterra (ou Igreja Anglicana) como crença oficial, cuja autoridade máxima é a rainha Elizabeth II. Apesar disso, trata-se de uma região onde o secularismo tem feito grandes avanços.

O bispo Michael Langrish lamentou a decisão do Supremo e disse não ter dúvida de que a estratégia da National Secular Society é empurrar polegada por polegada a religião para fora da esfera pública.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ministra vai a ONU para defender posição do Governo Dilma sobre o aborto.

Talvez, perante os inúmeros noticiários sobre o aborto, nossos ouvidos tenham se habituado a este tema ao ponto de não enxergarmos além dessas reuniões, estas, realizadas em ambientes climatizados, confortáveis, em um tom diplomático, discutem assuntos favoráveis aos "direitos" da mulher, dentre estes, a interrupção da gravidez. Os ambientes citados contrastam com situações e consequências atrozes de mulheres que abortam, onde estas sofrem e o nascituro morre

Oremos pela conversão dos promotores de tal prática, o aborto é um pecado que clama aos Céus.



Reunião em comitê internacional inclui preocupação do governo com projetos que querem aumentar restrição à interrupção de gravidez no Brasil.



A nova ministra da Secretaria de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci, vai estrear a “posição de governo” sobre o aborto na Organização das Nações Unidas, em Genebra. Ela participa nesta semana de reunião do Comitê da ONU para a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres. Em documento preparatório para o encontro, enviado semana passada pela antecessora, Iriny Lopes, o governo admite ser contra projetos como o Estatuto do Nascituro, que quer proibir o aborto inclusive nas situações atualmente permitidas pela lei.

Empossada na sexta-feira, Eleonora estará à frente de uma delegação formada por senadoras, deputadas e ativistas femininas que irá à Suiça passar por uma espécie de sabatina sobre a situação da mulher no Brasil e as políticas do governo para combater a discriminação de gênero. Na posse, a presidente Dilma Rousseff afirmou que a ministra seguirá as diretrizes de governo – Eleonora é defensora histórica do direito ao aborto.


No documento já enviado à ONU, a Secretaria de Políticas para as Mulheres diz acompanhar com atenção propostas em debate no Congresso que querem restringir o direito ao aborto no País. Além do Estatuto do Nascituro, são citados outros três projetos de lei análogos.

Hoje, a interrupção da gravidez é permitida pela lei em casos de estupro e nos quais a mãe corre risco de morrer. Em casos de anencefalia, é preciso pedir autorização judicial para realizar o aborto de forma legal.

O governo diz à ONU, em resposta a um questionamento feito pelo comitê em setembro, que monitora o trâmite do Estatuto do Nascituro e trabalha para que o projeto não chegue ao plenário da Câmara. “É fundamental que o projeto seja rejeitado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ)”, diz o documento. O projeto também quer barrar pesquisas com células-tronco e, por isso, o governo espera contar com ajuda da comunidade científica no debate.

Eleições

A secretaria afirma no documento que barrar a aprovação do Estatuto do Nascituro é um “desafio”, dada a tendência “mais conservadora” da atual formação do Congresso. O texto cita que o tema do aborto teve “ampla repercussão” nas eleições presidenciais de 2010.

A ONU questionou o Brasil sobre “medidas específicas adotadas para lidar com o problema dos abortos inseguros”. Em resposta, o governo cita ações como a contratação de mil médicos e enfermeiras dedicados a atendimentos de urgência em obstetrícia e a ampliação da rede de assistência para mulheres e adolescentes.

Segundo o governo, houve aumento de 350% no atendimento a vítimas de violência sexual - o que inclui tratamento para impedir o início da gravidez após o estupro. Em 2007, 138 vítimas teriam sido atendidas. Em 2010, o governo aponta para 442 casos, dos quais 60 resultaram em serviços legais de aborto.

Os questionamentos da ONU não se limitam ao aborto e atingem áreas como educação, salário e discriminação de gênero. Ao relatar ações para garantir maior participação política das mulheres, o governo alerta: “O afastamento de posições conservadoras em relação ao papel de homens e mulheres em nossa sociedade está ocorrendo mais lentamente do que se desejaria”.




domingo, 12 de fevereiro de 2012

Por que as crianças estão cada vez mais infelizes?


Revista Veja


Especialistas em saúde infantil chamam a atenção para uma epidemia silenciosa que afeta a saúde mental das crianças que, ainda pequenas, precisam lidar com as pressões da sociedade moderna




Uma em cada onze crianças com mais de oito anos de idade está infeliz, segundo um estudo divulgado em janeiro deste ano pela Children’s Society, organização centenária de proteção infantil.

Apesar de a pesquisa trazer à tona uma realidade das crianças entre 8 e 16 anos do Reino Unido, especialistas brasileiros em saúde infantil afirmam que esse não é um problema exclusivo das crianças britânicas. No Brasil, a realidade é parecida. Ana Maria Escobar, pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, em São Paulo, conduziu uma pesquisa com os pais de cerca de 900 crianças de 5 a 9 anos que estudavam em escolas particulares e estaduais.

De acordo com os resultados do estudo, os pais disseram que 22,7% das crianças apresentavam ansiedade; 25,9% tinham problemas de atenção e 21,7% problemas de comportamento. “No início do estudo, esperava encontrar queixas como asma, mas não ansiedade”, diz Ana. Apenas 8% tinham problemas respiratórios e 6,9% eram portadoras de asma. O estudo foi concluído em 2005, mas Ana Maria acredita que se a pesquisa fosse feita hoje, “os níveis de ansiedade e de problemas de comportamento certamente seriam ainda mais altos.”

Mais do que infelizes, as crianças brasileiras também estão ansiosas, estressadas, deprimidas e sobrecarregadas. “Elas estão desconfortáveis com a infância. Esse desconforto aparece de várias formas: como irritabilidade, desatenção, tristeza e falta de ânimo. Muitas vezes, é um comportamento incomum em relação à idade delas”, diz Ivete Gattás, coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Saul Cypel, membro do departamento de Pediatria do Comportamento e Desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria, traz dados preocupantes: “A impressão que eu tenho é a de que o número de crianças com queixas comportamentais cresceu muito nesses últimos dez anos.” Neste período, segundo Cypel, houve uma transformação do perfil da clínica: se antes as queixas sobre o comportamento infantil correspondiam a 20% dos pacientes, agora são responsáveis por 85% do total de seu consultório de neurologia.

Com uma agenda recheada de atividades extracurriculares, que vão desde aulas de idiomas como inglês e mandarim até as aulas clássicas como balé e futebol, as crianças estão sem tempo para se divertir e descansar, acreditam os médicos. Segundo Cypel, a antecipação de atividades para as quais o indivíduo não está preparado pode desencadear o stress tóxico, que ocorre quando há uma estimulação constante do sistema de resposta ao stress (veja quadro abaixo), trazendo prejuízos futuros para as crianças.

“A família introduz uma série de treinamentos, atividades e línguas novas. Na medida em que a criança não consegue dar conta disso, a sensação de fracasso se torna frequente”, explica Cypel. “Com o stress tóxico, ao invés de favorecer o desenvolvimento da criança, os pais acabam limitando-a e desmotivando-a.” Entre as consequências diretas estão a diminuição da autoestima, alterações alimentares (excesso ou falta de apetite), problemas de sono e apatia.

No início deste ano, a Academia Americana de Pediatria lançou um documento que chama a atenção para as evidências de impactos negativos do stress tóxico, com prejuízos posteriores para a aprendizagem, comportamento, desenvolvimento físico e mental. O relatório também sugere que parte dos problemas mentais que ocorrem nos adultos devem ser vistas como transtornos de desenvolvimento que tiveram início na infância.

Ana Maria Escobar acrescenta que a exposição à realidade violenta do Brasil também pode contribuir para uma sensação de ansiedade nas crianças. “Antes, raramente uma criança ouvia falar de um ato de violência. Hoje, elas ficam mais confinadas e têm medo de assaltos e sequestros. Isso com certeza provoca maior stress e ansiedade, além de maior possibilidade de se sentir infeliz, principalmente entre aquelas que vivem nas grandes cidades brasileiras”, diz..



Sinais — O problema é agravado pelo fato de que muitos pais demoram a perceber o que se passa com seus filhos. “Eles acham que o comportamento das crianças é normal”, diz Ana Maria Escobar. Além disso, a dificuldade em administrar o tempo que dedicam à vida profissional e aos filhos muitas vezes impede que os pais percebam os sinais de que algo está errado.

“Muitos pais priorizam a profissão e terceirizam a criação dos filhos. Mas é preciso se questionar: quanto tempo eu passo com meus filhos? Quem são as pessoas que estão criando eles?”, afirma o psiquiatra Francisco Assumpção, da Sociedade Brasileira de Psiquiatria.

Essa é uma preocupação constante na vida da publicitária Flora*, que tem dois filhos, Cecília* e Celso*, de 7 e 9 anos, respectivamente. As crianças, que estudam em período integral na escola, têm uma rotina bastante atribulada. Celso faz aula de inglês, futebol, tênis e deve começar a aprender uma luta neste ano. Cecília também faz inglês, natação e deve começar a praticar ginástica olímpica. “Primeiro, experimentamos uma aula de inglês uma vez por semana, depois colocamos os dois em um esporte”, afirma. “Tem que sentir muito como a criança está lidando com isso. Observar o comportamento para ver se ela está cansada e se o rendimento na escola começa a diminuir”, diz. Flora se preocupou em contratar uma professora de inglês para que as crianças tivessem aulas em casa. Para ela, é melhor opção para evitar o stress desnecessário no trânsito.

Apesar da preocupação, Flora fez alterações na rotina de Cecília. A pequena começou a apresentar sinais de stress. Para descobrir o problema, Flora foi investigar com a filha e percebeu que a natação estava causando o problema. “Ela chorava muito e quando acordava dizia que não queria ir para a escola. Estava diferente do que ela é normalmente”, disse. Flora tirou a filha da natação no ano passado, mas ela já pediu para voltar esse ano, segundo a mãe, que vai observar o desempenho da criança.


Quando é depressão – De acordo com Ivete Gattás, da Unifesp, a depressão afeta 2% das crianças e até 5% dos adolescentes. Sabe-se ainda que a depressão na infância e na adolescência pode influenciar negativamente o desenvolvimento e o desempenho escolar, além de aumentar o risco de abuso de substâncias químicas e de suicídio.

Somente 50% dos adolescentes com depressão recebem o diagnóstico antes de se tornarem adultos. Gattás explica que o transtorno depressivo pode surgir a partir de vários fatores: predisposição genética e associação de fatores ambientais, que podem ser desencadeados pelo stress do dia a dia, sensação de vulnerabilidade, restrição ao desempenho da criança e sobrecarrega de atividades. (Veja a lista de sintomas). “Para caracterizar depressão, a criança deve apresentar mais de cinco sintomas, durante um mês”, afirma Gattás.



Terapia — Estudos já mostraram que a ansiedade durante a infância, se não contornada, pode se transformar em depressão durante a vida adulta. Por isso é necessário prevenir qualquer sintoma, mesmo que ele não seja o suficiente para o diagnóstico da depressão.

Carla*, de oito anos, começou a ter problemas aos cinco. Em seus desenhos, ela sempre aparecia chorando, enquanto suas amigas sorriam. “Ela é muito preocupada com a imagem que os outros têm dela. Se ela percebe que não corresponde ao que os outros esperam, ela se chateia muito”, diz a arquiteta Patrícia*, mãe de Carla.

“Tentamos conversar com ela, mas ela não revelava o que estava acontecendo. Descobri que as crianças na escola faziam um clubinho e que a Carla era sempre excluída”, diz Patrícia. O problema foi solucionado com a troca de sala. A pediatra de Carla indicou um especialista em saúde mental, para prevenir e ajudar a garota a entender a própria ansiedade. Há três anos, ela faz análise uma vez por semana. “Às vezes, ela me pergunta o que eu acho sobre determinado assunto e eu fico em dúvida sobre o que responder. E ela diz: ‘já sei, vou levar isso pra analista’”, conta a mãe.

Para Gattás, o pediatra deve ser treinado na área de saúde mental para diagnosticar problemas da infância e adolescência. “Ele acompanha a criança durante o crescimento e tem uma importância fundamental na orientação dos pais”, diz. “Se não houver uma mudança na forma como os pais lidam com seus filhos, vamos ver um aumento da frequência dos quadros psiquiátricos, mas transtornos de ansiedade e falta de perspectivas para as novas gerações”, diz Assumpção.

*Os nomes das mães e das crianças utilizados nesta reportagem foram trocados com o objetivo de preservar a privacidade dos personagens.

Estado do Vaticano completa 83 anos de sua instituição.


O Estado da Cidade do Vaticano assinala o seu aniversário, 83 anos depois da assinatura, a 11 de fevereiro de 1929, do tratado que decretou a sua instituição.

O acordo insere-se nos denominados Pactos de Latrão, negociados quando o rei de Itália era Victor Manuel III, tendo sido assinado pelo primeiro-ministro Benito Mussolini e pelo cardeal Pietro Gasbarri, secretário de Estado do Papa Pio XI, e posteriormente ratificados por este e pelo monarca.

Além de consignar a independência da Santa Sé e a criação do Estado da Cidade do Vaticano, os Pactos de Latrão incluíram uma Concordata que definiu as relações civis e religiosas entre o Governo e a Igreja na Itália.

Os Pactos Lateranenses compreenderam também uma convenção financeira que proporcionou à Santa Sé a compensação pelas perdas sofridas na anexação dos Estados Pontifícios por parte da Itália, em 1870.

Os protocolos foram revistos quando o socialista Bettino Craxi era primeiro-ministro da Itália, em 1984, ano em que a Unesco concedeu à Cidade do Vaticano o estatuto de Património da Humanidade.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Obama recua na questão da contracepção


O presidente dos Estados Unidos apresentou uma nova proposta para a comparticipação de contracetivos pelos planos de saúde das empresas, de modo a chegar a acordo com os líderes religiosos católicos que se tinham manifestado ativamente contra o primeiro plano apresentado pelo presidente.

De acordo com as novas regras, as empresas geridas por instituições religiosas (como, por exemplo, universidades e hospitais) e que têm planos de saúde para os empregados não serão obrigadas a incluir nesses benefícios o pagamento de um contraceptivo.

Em contrapartida, essa responsabilidade deverá ser assegurada pelas seguradoras, que terão de providenciar, gratuitamente, o acesso dos seus segurados à contracepção, explicou o presidente Obama em conferência de imprensa.

"Assim, as organizações religiosas não terão que pagar diretamente por estes serviços", explicou Obama. "Cada mulher deverá tomar ela própria as decisões que dizem respeito à sua saúde", disse, reafirmando que "as mulheres devem ter acesso aos métodos contracetivos gratuitamente, independentemente do lugar onde trabalhem."

Este era um dos mais polémicos items do plano de saúde aprovado por Obama em 2010 e que deverá estar plenamente em vigor até 2014. Os líderes religiosos católicos manifestaram imediatamente a sua discordância e a polémica tomou logo grandes dimensões, uma vez que os EUA vivem neste momento em período de campanha eleitoral. Se as instituições religiosas fossem obrigadas a incluir a contraceção nos seus planos de saúde, isto seria visto como um atentado à liberdade religiosas, defendeu o partido Republicano.

"Não se trata de um problema só de contracepção, é um problema de liberdade económica, de liberdade de expressão e de liberdade religiosa. Trata-se do governo controlar as vossas vidas", declarou Rick Santorum, um dos candidatos à nomeação republicana. "Isto tem de parar."

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Vaticano considera delirante documento com plano de assassinato do Papa


CIDADE DO VATICANO - O Vaticano classificou nesta sexta-feira de "delirante e fora da realidade" um documento secreto escrito em alemão, segundo o qual o Papa Bento XVI seria assassinado nos próximos meses, e que foi revelado, nesta sexta-feira, pelo jornal italiano Il Fatto Quotidiano.

O jornal de esquerda publicou nesta sexta-feira este documento "muito confidencial", datado de 30 de dezembro e que teria sido entregue pelo cardeal colombiano aposentado Darío Castrillón Hoyos à secretaria de Estado e ao secretário particular de Bento XVI, em janeiro.

"É evidente que o documento contém considerações loucas, desprovidas de toda a realidade", comentou o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi à AFP.

"Não nego a existência deste documento em alemão" entregue ao Vaticano. "Afirmo apenas que não se deve levá-lo a sério e acreditar que contenha qualquer coisa de verdade", acrescentou.

Monsenhor Castrillón Hoyos explicou pessoalmente ao Papa, em meados de janeiro, que o texto havia sido entregue a ele pelo arcebispo de Palermo, Paolo Romeo, por sua vez, teria tido acesso ao documento durante uma viagem à China, em novembro passado.

O documento não dá nenhum elemento sobre os participantes num eventual complô nem sobre o local ou o momento onde o Papa poderia ser assassinado.

Monsenhor Romeo, também afirmou, numa nota, que as afirmações não têm fundamento algum.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...