domingo, 21 de outubro de 2012
domingo, 7 de outubro de 2012
XXVIIºDOMINGO COMUM- ''O que Deus uniu o homem não separe!''
A
Liturgia da Palavra propõe-nos o lecionário do Livro dos Gênesis (cf.2, 18-24),
Salmo 127, a Epístola aos Hebreus( cf. 2, 9-11) e o Evangelho de São Marcos(
10, 2-16). À primeira leitura ouvimos a narração em que após Deus plasmar Adão
à sua imagem e semelhança, outorga-lhe a administração das outras criaturas. ‘’Então o Senhor Deus formou da terra todos
os animais selvagens e todas as aves do céu, e trouxe-os a Adão para ver como
os chamaria; todo ser vivo teria o nome que Adão lhe desse.’’ Contemplamos
aqui a primazia do homem. Dentre as criaturas, feitas do nada, o ser humano,
dotado de predicativos únicos, a saber: a inteligência, a vontade e a
liberdade, é vocacionado, através do ato criador do amor, a contribuir com o
desenvolvimento do cosmos, cuja mácula do pecado original, sujeitou toda a
criação.
Na
paulatina história da criação aprouve ao Onipotente confiar ao homem, como
afirma o texto sagrado, ‘’uma auxiliar
semelhante a ele’’ diante das obras criadas, nenhuma, ainda, o era
semelhante. Então. Eis! ‘’O Senhor Deus
fez cair um sono profundo sobre Adão. Quando este adormeceu, tirou-lhe uma das
costelas e fechou o lugar com carne. Depois, da costela tirada de Adão, o
Senhor Deus formou a mulher e conduziu-a a Adão. E Adão exclamou: Desta vez,
sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne!’’ Quão misteriosa e
estupenda é esta passagem da Escritura! Como compreendê-la? Qual a via? Qual a
acessibilidade? Ei-la pois: o entranhado e único Amor. Deus, a Trindade
Santíssima!
‘’A
mulher, ‘’carne de sua carne’’, isto é, um auxílio.(cf. CIC-1605) No
mistério da criação, o Senhor, dá ao homem uma companheira. Eva, a mulher, a
vivente. A unidade de ambos é relacionada com uma ordem:’’o homem deixará seu pai e sua mãe e unir-se-á à sua mulher, e eles
serão uma só carne.’’ A partir desta, observar-se, um querer divino à raça
dos nossos primeiros pais, a família humana e que se perpetua até aos nossos
dias. É bem verdade e evidente que na conjuntura da sociedade atual o vocábulo
‘’família’’ é ilusoriamente e outrossim inverossímil pluralizado. Admoesta-se
os nossos filhos com uma gama de conceitos e tipos. Família, a saber, é a
união, através da aliança matrimonial, do homem com a mulher, a fim de garantir
a perpetuação da prole, conforme a bendita dita do Senhor:’’ Crescei e multiplicai-vos’’ . Existem
muitos que referem-se a esta realidade como retrógrada e inconcebível à mentalidade
do século vinte e um. Ademais há uma série de afirmações. Quais, deveras, os
pseudos-intentos aí manifestados? A banalização da instituição mais sagrada e
célula-mater da sociedade que é a família, subtraindo o arcano desejo de Deus
que a união entre o homem e a mulher fossem elevados à dignidade de Matrimônio,
cuja prefiguração, vê-se na criação dos mesmos.
No
Salmo Responsorial vemos de maneira poética, o salmista, tercendo elogio a
Israel: ‘’A Tua esposa é uma videira bem
fecunda no coração da tua casa, os teus filhos são rebentos de oliveira ao
redor de tua mesa.’’ O sacramento do Matrimônio, bem como o sacramento da
Ordem, estão inscrito na listas dos sacramentos de serviço e missão, destarte, a
aliança conjugal é destinada à formação da família, a educação humana e cristã
dos filhos, como, quando no dia em que diante de Deus, da Igreja e da
assembleia, dois cristãos, numa só carne, prometeram, na aliança matrimonial
que é indissolúvel, educar a sua prole na Lei de Deus e da Igreja.
À segunda leitura, extraída da Epístola aos
Hebreus, a referente missiva, consoante alguns estudos exegéticos, é atribuída
ao apóstolo São Barnabé, outros, ainda, afirmam pertencer a uma coletânea de
homilias de uma grupo de sacerdotes. A epístola é um tratado, cujo tema central
é o sacerdócio de Cristo. Comparado a Melquisedec e aos levitas. Cristo Jesus,
Senhor nosso, é o sacerdote por antonomásia, pois é Nele mesmo que o Pai realiza
a reconciliação do Gênero humano mediante a sua oferta na ara da cruz. Para
gesto quão solene e único, fora preciso que, se fizesse homem, ‘’viveu em tudo a condição humana, exceto o
pecado .’’ ‘’Convinha de fato que aquele,
por quem e para quem todas as coisas existem, e que desejou conduzir muitos
filhos à glória, levasse o iniciador da salvação deles à consumação, por meio
de sofrimentos.’’ O nosso sacerdote Jesus, com uma carne semelhante a
nossa, nos remiu e por conseguinte deu-nos com a oblação de sua vida na árvore
da cruz a acessibilidade da eternidade, perdida com a primeira queda. ‘’Um por todos ele aceitou ser pregado na
cruz.’’ Assim reza a Igreja num dos prefácios da paixão. Cristo, o Sumo e
Eterno sacerdote, continua nos altares, a perpetuar, através do ministério dos
sacerdotes, a obra consumada na cruz, ‘’pois
todas às vezes que participamos da Eucaristia torna-se presente a nossa
redenção’’.
No Evangelho, a seita dos fariseus, quer
apanhar Jesus nalguma palavra a fim de condená-lo, logo acorrem a Lei de
Moisés, interpretando-a de forma dúbia, perguntando se era permitido ao homem
divorciar-se de sua mulher. Nosso Senhor, logo, censura-os: ‘’ Foi por causa da dureza do vosso coração
que Moisés vos escreveu este mandamento.’’ Jesus é solene e preciso com
esta pontuação. Os fariseus estavam condicionados ao legalismo incapazes de
reconhecer que o Messias prometido nas Escrituras realizava-se em Jesus. A
condição da unidade entre o homem e a mulher numa só carne é elevada a
dignidade de Matrimônio, ou seja, sinal da graça de Deus, nas palavras do
Senhor: ‘’(...) desde o começo da criação
Deus os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os
dois serão uma só carne. Assim, já não dois, mas uma só carne. Portanto, o que
Deus uniu, o homem não separe!’’
O estabelecimento da aliança conjugal é
tido como o tipo da união de Cristo com a Igreja-Esposa na aliança do calvário
como bem ressalta São Paulo na carta aos
Efésios: ‘’Maridos, amai as vossas
mulheres, como Cristo amou a Igreja e se
entregou por ela.’’ A vivência do sacramento do matrimônio só pode ser entendida
à luz do Mistério Pascal, ou seja, na mútua e total entrega que os cônjuges são
chamados a fazer. O sacrifício dos esposos é a via de santificação e participação
à paixão do Redentor. Para o mundo hodierno esta concepção não existe,
sobretudo, àqueles, que veem o casamento como uma simples união abstraindo o
predicativo de sacramento.
Confiemos na Celebração da Sagrada
Eucaristia, no altar, signo da aliança do Senhor com a Igreja, os nossos casais
para que, não obstante as adversidades da missão confiada, nutram suas vidas
com o Sagrada Eucaristia, e, como no dia em que se entregaram um ao outro em Matrimônio
mereçam a companhia dos santos na glória dos céus. Ao Cristo, sempiterno Rei, a
soberania e a adoração pelos séculos infindos. Amém!
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
O Tempo: construção da existência do homem de instantes em instantes em direção a Deus
''Senhor quem é o homem para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho? Pouco abaixo dos anjos o fizeste, coroando-o de glória e esplendor. Caríssimos
Irmãos que caras palavras são estas do Salmo Oitavo que, associadas a outras, são dignas de aspirações existenciais. Ei-las: Há um tempo para tudo debaixo da terra. Tempo de nascer e tempo de morrer. Tempo para plantar e tempo para colher. Tempo de sorrir e tempo de chorar. Tempo de fazer guerra e tempo para dá a paz'. A Liturgia ferial da semana passada colocava em nossos ouvidos estas verdades do Eclesiastes? Que é o tempo? Para que o tempo?
Ligeiramente, às vezes, exclamamos: ''Como passou ligeiro o tempo!'' Há uma gama de realidades que o constitui: as lembranças, as analogias, as marcas de expressão, o crescimento, as circunstâncias, as perdas, as relações, as amizades. Bendito o tempo. Sem ele, o que seria da nossa existência? Precisamos dele para nos organizarmos nos diversos âmbitos que envolvem esta vida de sonhadores.
Mas, irmãos meus, na realidade tudo aqui é tempo quer seja de um ângulo, quer seja do outro. O Tempo é o intervalo entre o homem, as suas concepções e ações. Que palavras caras a do Eclesiastes! Tempo para isto! Tempo para aquilo! Os nossos pais e avós costumam exclamar:' Deus é o Senhor do tempo!' Esta, deveras, é possuidora duma verdade de fé augustíssima. Ele,só Ele! Rege o tempo, portanto é Senhor. Na natureza soube caracterizá-lo mediante as quatro estações assinalando-as com as características peculiares. Para a primavera o perfume das flores e a sua beleza, para o Outono o cair discreto das folhas caducas e o desabrochamento dos frutos, para o inverno as chuvas para alagar os mananciais, irrigar os solos, para o Verão que os raios do Sol fossem mais expressivos. Ele é a Sabedoria!
Eis que chegada a plenitude dos tempos, Ele, que é o 'Alpha e Ômega', cujo princípio não existe e tampouco fim. O Sempiterno entrou nas realidades finitas do ''Kronos''' para que no seu ''kairós'' o bicho-adão torna-se imortal, transcendente aos demais seres vivos. Ei-lo: o Verbo encarnado. E, como diz a Escritura, precisamente o Prólogo do Evangelho de São João: ''Ela (a Palavra) fez tudo, sem Ela nada do que existe seria feito.'' Já noutra passagem exclama-se: ''Nele nos movemos, existimos e somos!''
Irmão meu da pia batismal, cujas entranhas, é o útero, a Mãe Católica, a Santa Igreja. A nossa vida é superabundante a esta peregrinação. No Adão Jesus Cristo, Deus de Deus santíssimo, recebemos a imortalidade e com ela nos tornamos coerdeiros do nosso Santíssimo Salvador. Ele que não é tempo, mas o Dia sem ocaso. A Eternidade, o Cristo Total, no qual permanece tu e eu. Lembremos do dia solene da Ascenção de Jesus. Subira Ele e assentara-se à destra do Pai, por isso dissera: ''Vou lhes preparar um lugar'' Quando vai o nosso Salvador glorificado, o Adão Novo, Cristo Jesus, vai a humanidade do Adão primeiro, recapitulada nos méritos da Páscoa, como nos faz rezar a Igreja: ' Ó Deus, Ascensão do vosso Filho já é a nossa vitória!' A sede bendita do'' antrophos'' não é sacidada nesta vida. É sempre engano. Lembremo-nos da mulher da Samaria que sempre ia ao poço de Jacó. Lembremos de nós quando das vezes que pomos o nosso cântaro no poço das vaidades. ''Vanitas vanitarum!'' Ó vaidade das vaidades! Tudo é vaidade!'' Tudo desta vida é ilusão. ''Vai-se uma geração e logo após vem outra''
É no Filho de Deus que a sede nossa é saciada. É esta a busca dos homens de sempre que nas vãs filosofias e ideologias de autossuficiência julgam, aparentemente, gozar da satisfação. Isto é vidinha! É marasmo! No tempo, busquemos o consumador da nossa fé como os três primeiros, dos doze, Pedro, André e João acharam. ''Era por volta das quatro da tarde!''
Oxalá vejamos o Dia do Senhor em que, como diz o Apocalipse de São João, ''não precisará mais da luz do sol, pois Ele mesmo será a luz!'' Ao primogênito dentre os mortos, louvor e a eternidade. Amém!
domingo, 23 de setembro de 2012
XXVº DOMINGO COMUM- Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!
Eu sou a
salvação do povo, diz o Senhor. Se clamar por mim em qualquer provação eu o
ouvirei e serei seu Deus para sempre.
São com estes períodos, contidos na
Antífona da Entrada da Santa Missa Dominical, que principiamos a nossa reflexão
acerca deste Vigésimo Quinto Domingo Comum. O que são as provações? Cravemos os
nossos olhares e abramos os nossos ouvidos ao que sabiamente enaltece a
Escritura Sagrada quanto a indagação. Eis as benditas palavras do Eclesiástico:
Meu Filho, se te ofereceres para servir
ao Senhor, prepara-te para a prova. Endireita teu coração e sê constante, não
te apavores no tempo da adversidade. Une-te a ele e não te separes, a fim de
seres exaltado no teu último dia. Tudo o que te acontecer, aceita-o, e nas
vicissitudes que te humilharem sê paciente, pois o ouro se prova no fogo, e os
eleitos, no cadinho da humilhação. Na doença e na indigência, conserva tua
confiança. Confia no Senhor, ele te ajudará, endireitai teus caminhos e espera
nele. (cf. Ecl. 2, 1 sg.)
Desta feita, recobremos a precedente
Liturgia do Vigésimo Quarto Domingo. Nosso Senhor, após ouvir a solene e intrépida
profissão de fé petrina, anuncia aos seus seguidores, às turbas, o que
suceder-lhe-ia ao chegar à cidade santa de Jerusalém que o Filho do homem
sofreria em demasia, seria rejeitado pelos anciãos, sumos sacerdotes e doutores
da Lei; devia ser morto, e ressuscitar após três dias. Pedro censura o Senhor.
Como pode se conceber um Messias fraco? Esperara-se um Libertador com aquele
poderio de Elias que fora arrebatado na carruagem de fogo, ou, ainda, tal qual
Isaías e Jeremias, profetas valentes. Jesus, logo, repreendera-o: ‘’Afasta-te
de mim Satanás! Tu não pensas como Deus, mas como os homens.’’
O nosso Messias Santo é
segundo a profecia de Zacarias: ‘’Dizei à
Filha de Sião: Eis que o rei vem a ti, manso e montado num jumento, num
jumentinho, num potro de jumenta.’’ (cf. Zc, 9, 9)
À primeira leitura pertence ao bloco da
Literatura Sapiencial, o Livro da Sabedoria. ‘’(...) se, de fato, o justo é
‘Filho de Deus’, Deus o defenderá e o livrará das mãos dos seus inimigos. Vamos
pô-lo à prova com ofensas e torturas, para ver a sua serenidade e provar a sua
paciência (...)’’ Diletos irmãos
cristãos esta é a terribilíssima concepção dos iníquos, ou seja, aqueles que
não esperam em Deus, todavia em seus estratagemas e maquinações. Pronto!
Reparemos o redemoinho do mundo que almeja as facilidades na vida fútil; oca! O
justo, à qual a Escritura refere-se, é deveras o sensato que não põe a sua
segurança no homem, porque uma vez colocada, logo ruirá.
Nós que militamos, imersos no
‘’lacrimarum valle’’, somos, consoante São Paulo ‘’provados de todos os lados’’
sobretudo, na conjuntura da pluralidade dos analgésicos que os malfeitores
oferecem às turbas, para gozarem duma existência fantasiosa. Quem pois, é fiel
discípulo do Filho de Deus, precisa permanecer cônscio que cruzará com a ‘’via
crucis’’ com a abnegação da própria vida. Lembremo-nos da feliz advertência de
Jesus: Se alguém me quer seguir, renuncie
a si mesmo, tome sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida
perdê-la-á, mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, vai
salvá-la.
Nas adversidades do quotidiano aí é que
somos provados, precisamos da maturidade dos santos, da têmpera dos mártires,
de ficarmos em pé sob a cruz como Maria
Santíssima, João, o Apóstolo...
À segunda leitura da missa, da Epístola de
São Tiago, é uma exortação para honrarmos o nome de cristãos. Onde há inveja e rivalidade, aí estão as
desordens e toda espécie de obras más. Por outra parte, a sabedoria que vêm do
alto é, antes de tudo, pura, depois pacífica, modesta, conciliadora, cheia de
misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem fingimento.’’ A sabedoria,
no Antigo Testamento, sempre fora visualizada, ainda que patente, como
personificação da encarnação do Logos, do Verbo Eterno de Deus. Na plenitude
dos tempos ei-la pois: Jesus, o Santo Cristo. Diz-nos o apóstolo dos gentios: Tendes em vós, os mesmos sentimentos
existentes em Cristo Jesus.
Permitamo-nos no copioso exercício da vida
do Filho de Deus, que, sempre, procurou agradar Àquele que o enviará, o Pai.
Detestemos todas as ações que se desviam
da benevolência do Cristo. Sim! É Ele o Homem
perfeito e nós, como que atletas, esforçamo-nos, para chegar a estatura do Novo Adão.
Quanto ao Evangelho, a
Liturgia hodierna, apresenta-nos o segundo anúncio da Paixão do Senhor. Há,
contudo, agora, uma agravante entre aqueles que com Jesus subiam a Jerusalém. A Palavra de Deus mostra o quanto o homem
tende a desviar-se do plano salvífico: ‘’Israel,
quanto dista o céu da terra tal qual dista os meus pensamentos dos vossos
pensamentos.’’ Os discípulos
discutiam ente si ‘’quem era o maior!’’ Aqui estar uma mentalidade dos negócios
dos homens. Saber qual o holofote que mais alumia, tentar perlustrar quem fez
mais, quem deu mais, enfim, como aqueles primeiros, saber quem o maior!
Jesus inverte os pseudos-valores. O maior
não é um herói, um super- homem, mas sim, o que serve. Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele
que serve a todos! Exclamara Jesus ao Colégio dos Doze primeiros, à Igreja
mesmíssima de ontem, de hoje e de sempre. O critério fundante do
discípulo-apóstolo do Senhor, ramo da sua Jerusalém, da sua Esposa é a diaconia. É depor a capa e cingir-se com
o gremial da Quinta-Feira Santa. Dobrar-se aos pés de alhures como é mister a
quem tem espírito de apóstolo. Vejamos, caros meus, Jesus é por antonomásia o
Diácono da Humanidade. Ao inclinar-se diante dos pés, ao deitar água, faz ele
um gesto de ‘’kenosis’’, anunciando a
sua oblação total na ara da cruz. Eis irmãos! O nosso Divino Salvador
quebrou-se por inteiro. Serviu até o extremo! Por isso mesmo que, solenemente, exclamara
o apóstolo João, narrando o Testamento da Caridade. Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim!( cf. Jo,
13)
Oxalá, disponhamo-nos tudo para todos,
pois o ‘’Filho do Homem veio par servir e não para ser servido.’’ A Ele, que é
o Alfa e o Ômega, a doxologia eterna! Amém!
domingo, 9 de setembro de 2012
XXIII Domingo Comum- ''Efatá'', disse o Messias Davídico!.
À primeira leitura extraída do Livro do
Profeta Isaías, precisamente o dito
‘’Terceiro Isaías’’, também conhecido como o opúsculo apocalipse de Isaías. Contextualizemo-nos
quanto à época. Esta parte do livro mostra
o regresso do povo de Israel da
mazela do exílio em a Babilônia.Reparemos a terrível situação. Israel
passara por cruéis momento no exílio e, um deles, foi deixar-se influenciar pelos ídolos, pelos
deuses estrangeiros e por conseguinte cometeram a idolatria. Abandonaram o Deus
da Aliança para servir aos estranhos. Qual a esperança, então, daquele povo?
Eis! ‘’Dizei às pessoas deprimidas: Criai ânimo, não tenhais medo! Vede, é
vosso Deus, é a vingança que vem, é a recompensa de Deus; é ele que vem para
vos salvar.’’ O profeta evidencia que a esperança dar-se no advento do Messias davídico,
cuja presença é a autenticidade através dos atos: ‘’ se abrirão os olhos dos
cegos e se descerrarão os ouvidos dos surdos. O coxo saltará como um cervo e se
desatará a língua dos mudos, assim como brotarão águas no deserto e jorrarão
torrentes no ermo.’’ Assim profetizara
Isaías e, tal cumprimento, vemo-lo, na pessoa de Jesus que é verdadeiramente o
Deus Messias! Noutra passagem o mesmo profeta diz: ‘’O Espírito do Senhor
Iahweh está sobre mim, porque Iahweh me ungiu; enviou-me a anunciar a boa nova
aos pobres a curar os quebrantados de coração e proclamar um ano aceitável a
Iahweh.’’ (cf. Is, 61)
A ação redentora de Cristo através dos
milagres, dos prodígios, portentos é a caminho de Jerusalém, no lenho da cruz,
ele esclarece com a oblação da sua vida, qual a missão que viera cumprir.
Lembremo-nos quando da vez que os discípulos de João Batista acorreram a Nosso
Senhor e lhes perguntaram: ‘’És tu mesmo que devia vim ou devemos esperar um
outro?’’ Eis a resposta daquele que o Batista anunciara como a Luz. ‘’Digam a
João que os cegos veem, os surdos ouvem, os coxos andam e o Evangelho é
anunciado.’’ Pronto! Aqui fica esclarecido que o Filho do Carpinteiro e de
Maria Santíssima é o Messias Santo prometido na Escritura do Antigo Israel.
Na segunda leitura, extraída da epístola de
São Tiago, as admoestações do apóstolo são, deveras, precisas para o
Cristianismo. ‘’Meus irmãos a fé que tendes em Nosso Senhor Jesus Cristo
glorificado não deve admitir acepção de pessoas.’’ O testemunho intrépido que
damos da nossa adesão ao projetode Deus deve acompanhar a nossa praxe na
vivência da caridade. Caridade verdadeira em que comungamos na face dos mais
frágeis, a face de Cristo. ‘’Um copo de água que deres a um desses pequeninos é
a mim que estais dando.’’ Apraz-nos as
palavras de São Paulo: ‘’Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e as dos
anjos, se eu não tivesse a caridade, seria como bronze que soa ou como címbalo
que tine.’’ (I Cor. 13) Oxalá a nossa experiência com o Ressuscitado nos
transforme em luminosos faróis, de maneira tal, que a caridade evangélica
conquiste a muitos. A Beata Tereza de Calcutá dizia para as suas irmãs ‘’comungastes
ao Senhor no Sacramento da Caridade, comungue-o agora no rosto desfigurado dos
mais indigentes.’’
Chegamos ao Evangelho, centro da Liturgia da
Palavra. A missão do Filho de Deus fora libertar o homem da escravidão do
pecado. Para a mentalidade cultural-religiosa dos judeus, se um indivíduo
possuísse uma enfermidade como lepra e, até mesmo, deficiências como a surdez,
a paralisia era excluído da convivência normal.
A página do Evangelho é caríssima de
significados. ‘’Jesus afastou-se com o homem, para fora da multidão; em
seguida, colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e com a saliva tocou a
língua dele. Olhando para o céu, suspirou e disse: ‘’Efatá!’’, que quer dizer: ‘’Abre-te!’’
Pensemos nesse ínterim nas benditas palavras proferidas pelo centurião romano
quando do martírio do nosso Salvador, ‘’verdadeiramente esse Homem era o Filho
de Deus!’’ Eis! O Obedientíssimo, o Unigênito, que na carne humana, tirou o
pecado do mundo. Abriu-nos as portas do céu. Aquele que é o primogênito dos
mortos! Pensemos, irmãos, nos pormenores que são os gestos de Jesus, pois esses
são salvíficos cuja máxima é o sinal da
cruz.
As ações sensíveis de Cristo. (1) Colocou
os dedos nos ouvidos do surdo; ( 2) cuspiu; (3) tocou a língua dele. Aonde
bebemos desse manancial da salvação? Nos santos sacramentos da Igreja. Eles são
a solene e verdadeira perpetuação do Mistério Pascal, em que Cristo, através e
com a Igreja, Esposa Imaculada, salva-nos! Conforme registra-se nos primeiros
sacramentais, o sacerdote, antes de deitar
a água batismal, tocava os ouvidos dos neófitos e proferia o ‘’Efatá’’ e a seguir colocava sal na boca.
Abre-te! Esta é a ordem do Cristo para o cristão, nós, que somos partícipes do mistério da salvação, que aceitamo-Lo como nosso Senhor. Mais que os ouvidos físicos; abramo-nos inteiramente às exigências do fiel seguimento a Cristo, de maneira tal, que afirmem: ‘’Ele tem feito bem todas as coisas: Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar.
domingo, 2 de setembro de 2012
XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM- O MANDAMENTO DO SENHOR!

Irmãos caríssimos, ‘’eleitos segundo a
presciência de Deus Pai para obedecer a Jesus Cristo e participar da bênção da
aspersão do seu sangue, graça e paz vos sejam concedidas abundantemente!’’ Com
esta exortação do apóstolo São Pedro principiamos nossa reflexão dominical em
que a Igreja celebra, na via á Páscoa eterna, o vigésimo segundo domingo do
Tempo Ordinário. À priori detenhamo-nos em tal indagação: O que é superior? O
homem ou a lei?Ou, então, acaso não deve a lei está disposta a servir ao
antrophos, para este, sempre, encontrar a vida? A disposição necessária para a
sua existência enquanto, aqui, dentre muitos, ele é um transeunte? A hodierna
Liturgia dos Mistérios do Corpo e Sangue do Senhor nos leva a pensar acerca
dessas interrogações.
À primeira leitura, extraída do Livro do
Deuteronômio, ouvimos Moisés, falando para Israel: ‘’Ouve os decretos que eu vos ensino a
cumprir, para que, fazendo-o, vivais e entreis na posse da terra prometida pelo
Senhor Deus de vossos pais. Nada acrescenteis, nada tireis, á palavra que vos
digo, mas guardai os mandamentos do Senhor vosso Deus que vos prescrevo.’’ Eis
diletíssimos! Eis aqui o coração da fé dos nossos irmãos judeus. Consiste em
guardar o Decálogo, observá-lo, aprazendo-se em fazer a vontade de Deus. Constantemente
na Escritura, faz memória dos feitos, dos poderios que Adonai fizera pelo povo,
como diz o salmista, ‘’que o Senhor escolheu por sua herança.’’
O credo do judeu explica a predileção de
Deus por este pequenino povo e, também, para que o mesmo sempre corresponda
fidedignamente. ‘’Ouve, ó Israel! O Senhor teu Deus é o único Senhor! Amá-lo-á
de todo o coração, com todas as tuas forças, com todo o teu entendimento!`` E
isto perdurara por todas as gerações. O Deus mesmíssimo que chamara o
estrangeiro Abrão a ser patriarca duma posteridade, que escolheu para si Jacó e
Isaac, que libertara com braço poderoso a sua raça eleita da escravidão egípcia.
Escutai e sabei: este é o nosso Deus e que, como registra a Escritura, ‘’é um
Deus ciumento!``
Os mandamentos, a Lei, sancionada em o
Sinai fora estabelecida para que o povo
da aliança antiga encontrasse sempre a vida! Por isso mesmo canta o Livro dos
Salmos: ‘’A Lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para alma. Suas palavras
são mais doces que o mel, que o mel que sai dos favos das abelhas!’’ Mas,
sabemos nós, o quanto Israel deixou-se infectar pela idolatria, cultuando aos
falsos deuses, ao bezerro de ouro, posto no Templo ‘’um deus tão ínfimo!’’ Diz
a Palavra de Deus, quanto àqueles: ‘’têm olhos, mas não podem ver, têm ouvidos,
mas não podem ouvir, têm nariz, mas não podem cheirar! Trocaram Deus por um
bezerro que come feno!’’ Eis a terribilíssima desgraça do Povo de Deus! Não
cumprir com os mandamentos. Cair na Idolatria! A observância dos mandamentos
fora querida pelo Senhor, não obstante, a infidelidade, pois doutra maneira,
estariam imersos na ignorância e no pecado. A Lei de Deus consiste na prática
dos mandamentos, que, por sua vez, pautam-se no entranhado Amor.
À
segunda leitura extraída da Epístola de São Tiago é crucial para a compreensão
da praxe da fé cristã. A vivência da caridade. ‘’Não somos a religião do livro,
mas do Verbo encarnado!’’ Assim, em séculos remotos, exclamara o abade e
teólogo São Bernardo de Claraval. O apóstolo exorta à comunidade, mediante à fé
dispensada, mostrá-la através das atitudes cristãs, as ditas práticas de
misericórdia. ‘’A religião pura e sem mancha diante de Deus Pai, é esta:
assistir os órfãos e as viúvas em suas tribulações e não se deixar contaminar
pelo mundo."
O nosso testemunho na prática do bem, estar, concomitantemente
intrínseco ao seguimento a Cristo. Diz-nos o Apóstolo dos gentios, o magno
Paulo de Tarso, ‘’se não tivesse a caridade, seria como bronze que soa ou como
címbalo que tine.’’ E, recordemos de Nosso Senho,r quando aos doze dissera: ‘’Nisto
saberão que vós sois os meus discípulos: se amardes uns aos outros!’’ A
caridade cristã não é um ato filantrópico, como se aprecia nas ONGs, em que o
intento das doações é uma ato voluntário. Nunca, e jamais será, no
Cristianismo. Neste a ‘’cáritas’’ é uma condição à vivência do Evangelho.’’Vês
a caridade? Vês a Trindade!’’ dizia o Bispo de Hipona, Santo Agostinho.
No Evangelho, Jesus censura um
comportamento tido como legalismo por parte da ideologia dos fariseus. Esta
facção transformara toda a Lei de Deus num fardo. Os fariseus e os mestres a
Lei interpretavam a Lei, como a Lei, e que, o homem, a ela, dever-se-ia
condicionar a sua vida. Eram muitos os preceitos a serem cumpridos, mas atos
vazios! Jesus é a máxima da Lei. Ele mesmo dissera: ‘’Eu não vim revigorar a Lei ou os Profetas. Não vim
revogá-los, mas dar-lhes pleno cumprimento.’’ Cristo, plenitude da Revelação do
Pai, afirma, com a sua encarnação, morte e ressurreição, que o mandamento estabelecido
desde sempre aos nossos pais é a prática do amor. Entende-lo consoante os atos
benfazejos. Nosso Senhor é direto com a hipocrisia daquelas facções. ‘’De nada
adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos
humanos.’’ Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos
homens.’’
O cristão deve prezar pelas incontáveis atitudes, não porém, para
receber os elogios dos homens, porque estes passam e, doutra maneira, estão
sujeitos a pseudos-intentos, antes, e sobretudo, a nossa praxe cristã é ter um
coração agradável a Deus a práticas que são como que passos para o céu. ‘’E o
teu Pai que ver o que oculto estar dar-te-á a recompensa.’’ Jesus é incisivo
também em mostrar às claras, a turba, que o seguia, que a não vivência do amor
tanto para si, quanto para o próximo é o que deveras torna o homem impuro.
Quando, aí, de fato, somos infieis aos santos preceitos. Glória ao Pai, ao
Filho e o Espírito Santo pelos séculos dos séculos. Amém!
domingo, 26 de agosto de 2012
XXI Domingo Comum- '' A quem iremos Senhor? Só tu, tens palavras de vida eterna!''
Caros irmãos! Após debruçarmo-nos cinco domingos ao decurso
dessa segunda parte do Tempo Ordinário em que ouvimos de Nosso Senhor a solene
catequese acerca do ‘’mistério do Pão da Vida’’, principiado com o sinal,
(milagre), consoante a literatura joanina, chegamos ao ocaso de quão magnífico
sermão proferido em Cafarnaum, cidade ministerial do Messias davídico.
Voltemo-nos,
nesse ínterim, à primeira leitura da Sagrada Liturgia hodierna. Eis! A ‘’Assembleia
de Siquém’’. O grande sucessor de Moisés, Josué, conduzira Israel à terra prometida
e, com essa peregrinação, muitas são as vicissitudes pelas quais o Povo da
Aliança antiga é provado. Lembremo-nos
das queixas de Israel: ‘’Por que nos fizestes subir do Egito para morre neste
deserto. Pois não há nem pão, nem água; estamos enfastiados deste alimento de
penúria.’’ (cf. Nm 21). Em via dolorosa à terra reservada ao patriarca Abraão e
para toda a sua estirpe, a raça dos isarelitas fora influenciada pelos ídolos
dos povos politeístas instalados nas mediações da chamada ‘’Meia Lua Fértil’’.
Os amorreus, os jebuseus, os amonítas, os mesopotâmicos... Efraim é infidedigno
à Aliança Sagrada, sancionada com Moisés, no Monte Sinai.
A Assembleia de
Siquém é um estopim fundante na paulatina história da salvação, pois ela abrira
a consciência para a liberdade de Israel. ‘’Se vos parece mal servir ao Senhor
escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses a quem vossos pais serviram
na Mesopotâmia, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Quanto a
mim e a minha casa, nós serviremos ao Senhor.’’ (cf. Js, 24). Para tal
interpelação o povo, unânime, como numa solene profissão de fé, herdada dos
seus pais, respondê-lo-á: ‘’Longe de nós abandonarmos o Senhor, nosso Deus, ele
mesmo, é quem nos tirou, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da
escravidão.’’
Pertinente é tal
acontecimento para sermos cônscios que, diante de Deus, é mister sermos
resolutos em esolhas que sempre resultarão em consequências. Diz-nos a
Escritura no Livro do Deuteronômio: ‘’Ponho diante de vós dois caminhos: o da
vida e o da morte, quais deles escolhereis? Agora, caros cristãos, reparemos
bem: quando escolhemos o Evangelho, aquele ‘’caminho estreito’’ do qual falara
Jesus, quando os seus discípulos indagaram-lhe quem se salvaria, saibamos que
defronte à existência, iremos nos deparar com, como diz São Paulo, a ‘’cruz que
é a sabedoria de Deus.’’ E depois Santa Rosa de Lima, cuja memória celebramos
por esses dias: ‘’ A cruz é a nossa escada para o céu.’’
À segunda
leitura, extraída da epístola de São Paulo aos Efésios, o apóstolo exorta aos cônjuges,
para a vivência diligente da vocação matrimonial. Notabilíssa é a analogia: ‘’Maridos
amai as vossa esposas como Cristo amou a sua Igreja e por ela se entregou.’’ O
miolo da vocação matrimonial e de todos quantos decidem-se pelo projeto
salvífico de Deus, perpassa as aparências, o verniz. Seja na relação conjugal,
elevada à dignidade de sacramento, outrossim no ministério de presbíteros... Sempre
urge fixarmos os nossos olhares e elevarmos o nosso coração no Mistério Pascal.
A vocação específica de cada cristão nasce e ganha vigor na vivência da Páscoa,
ou seja, quotidianamente, experimentarmos o que dissera Jesus: ‘’se o grão de
trigo cai na terra e não morre ficará só um grão de trigo, mas se morre
produzirá muitos frutos.’’ A capacidade do exercício do amor oblação, permite,
em nossa carne, como diz o Apóstolo, ‘’ completar o que faltou na paixão de
Cristo.’’
No Evangelho, como
sabemos, Jesus concluira o discurso sobre o Pão da vida. Mostrando aos seus
fieis seguidores quem o era, o milagre da multiplicação do pães, conduze-os a
permanecer com Ele. Agora, Atenção! Permanecer após o Mestre que durante a sua
vida pública estara subindo a Jerusalém, é saber que, chegaremos ao Gólgota. Ao
Monte Calvário. Por isso mesmo que adverti-os: ‘’Esta palavra é dura. Quem
consegue escutá-la? Palavra que sempre comprometeu. Pensemos nos doze, em Maria
Santíssima, nos santos, nos Papas, bispos, sacerdotes. Quando nos encontramos
com quão desafiadora palavra, dizemos como Simão Pedro: ‘’Em atenção a vossa
palavra lançaremos as redes.’’ Jesus, no final desse discurso solene, vai
querer dos seus a liberdade resiliente para segui-lo. Muitos, como aquele jovem
rico, ‘’ a partir daquele momento, voltaram atrás e não andavam mais com ele.’’
Até que o magno apóstolo São Pedro, o mesmo que na fraqueza, negá-lo-ia, Pedro,
em nome dos doze, dos discípulos.
Sempre Pedro, a Igreja, fidedigna servidora
do Evangelho, responde, com coração de quem conhece Aquele que segue: ‘’A quem
iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos
que tu és o Santo de Deus.’’ Diletos, vejamos, ‘’nós cremos’’, a fé de Pedro, a
genuína, é mesmíssima ontem, hoje e sempre! Com Pedro, com o Vigário de Cristo,
decidimos por Jesus, não obstante, às consequências de tal seguimento. A Ele, o
primogênito dentre os mortos, a glória, a honra, o louvor pelos séculos dos séculos.
Amém!
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