sábado, 18 de junho de 2011

Documentos brasileiros sobre tortura no regime militar são repatriados

Advogados copiaram processos clandestinamente nos anos de 1980.



Material teria evidência de violações dos direitos humanos no período.




Do G1, em São Paulo







A Procuradoria Regional da República da 3ª Região (PRR-3) sediou, nesta terça-feira (14), um ato público que marcou a repatriação de documentos do acervo Brasil: Nunca Mais, que foram coletados clandestinamente durante os anos de 1980, no período do regime militar, que pudessem evidenciar violações dos direitos humanos. O material foi mantido no exterior pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e pelo "Center for Research Libraries" (CRL).



Durante o período da ditadura militar, havia a preocupação com a apreensão do material por parte dos repressores políticos. A alternativa encontrada foi microfilmar as páginas e remeter os filmes ao exterior. As cópias dos processos foram remetidas de Brasília a São Paulo durante seis anos, em sigilo, o que resultou em um material com 707 processos, um milhão de cópias de documentos e 543 rolos de microfilmes.
Em 15 de julho de 1985, quatro meses após a retomada da democracia, foi lançado o livro "Brasil: Nunca Mais", que mostrava parte dos documentos. Um catálogo dos processos judiciais, com análises, soma 6.891 páginas, foi dividido em 12 volumes e foi denominado de "Projeto A".
Estratégia de 24 horas
A compilação dos documentos começou quando a advogada Eny Raimundo Moreira e os advogados do escritório Sobral Pinto precebera que poderiam reproduzir os processos aproveitando as 24 horas facultada pelo Tribunal de Justiça para retirada dos autos para consulta.
O objetivo era encontrar, junto ao Superior Tribunal Militar (STM), informações e evidências de violações aos direitos humanos, praticadas por agentes da repressão militar.
O plano foi encaminhado para Jaime Wright, reverendo da Igreja Presbiteriana, e pelo então cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, que comandaram as atividades a partir de São Paulo. Os recursos financeiros foram obtidos com o Conselho Mundial de Igrejas (CMI).
Perda de material
O Ministério Público Federal (MPF) constatou que parte do acervo de cópias dos processos do STM, mantido na Universidade de Campinas (Unicamp), sofreu prejuízos com o passar do tempo. Entre os principais problemas estão a ausência de páginas com depoimentos de presos políticos, que foram prestados nas auditorias militares. Os documentos denunciavam torturas, com menção a nomes de torturadores.
A partir disso, o MPF e o Armazém da Memória optaram por digitalizar o material e disponibilizar o material na internet para consulta pública.



Fonte: g1.globo.com

Filipino de 59,7 cm é declarado o menor homem do mundo

Um filipino de 59,7 centímetros de altura foi declarado neste domingo, dia em que completa 18 anos, o menor homem do mundo segundo o Guinness Book.

Junrey Balawig celebrou o recorde e seu aniversário com familiares e vizinhos no centro médico de Sindangan, uma localidade da província de Zamboanga del Norte, situada 865 quilômetros ao sul de Manila.

O mais velho dos quatro filhos de um humilde serralheiro quase não pode andar e não consegue se sustentar de pé durante muito tempo devido às complicações derivadas de seu pouco desenvolvimento.

"Estamos muito orgulhosos dele", disse sua mãe, Concepción, junto a seu marido, Reynaldo Balawig.

Junrey, que mais tarde ganhou uma torta e recebeu dinheiro de seus familiares como forma de presente, aplaudiu sorridente enquanto era levantado pelo editor do Guinness Book, Craig Glenday.

Vestido com uma camiseta branca da publicação dos recordes mundiais e com uma pequena calça também branca, Junrey foi fotografado junto a seu título emoldurado, que chegava a seu queixo.

O recorde mundial anterior correspondia ao nepalês Khagendra Megar, de 67 centímetros de altura.


Fonte: www.pbagora.com.br

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Cientistas conseguem fazer células emitir laser.

Técnica usa como base proteína emissora de luz encontrada em águas-vivas e tem potencial para uso científico e médico.




Da BBC


Cientistas americanos induziram uma célula a produzir luz laser, diz um artigo publicado na revista científica Nature Photonics.
A técnica se baseia em uma célula que foi programada geneticamente para produzir uma proteína - encontrada naturalmente em uma espécie de água-viva - capaz de emitir luz. Quando a célula é iluminada com uma tênue luz azul, passa a emitir luz laser verde direcionada.
O trabalho pode ter aplicações na geração de imagens microscópicas de qualidade superior e também em tratamentos médicos que utilizam luzes.
A luz laser se diferencia da luz normal porque ela tem um espectro mais reduzido de cores, como ondas de luz que oscilam juntas, em sincronia.
As formas mais modernas de laser utilizam materiais sólidos construídos cuidadosamente para produzir lasers usados em diversos aparelhos eletrônicos, entre eles, escaneadores de supermercados, tocadores de DVDs e robôs industriais.
Avanço
O trabalho dos cientistas Malte Gather e Seok Hyun Yun, do Wellman Center for Photomedicine do Massachusetts General Hospital, nos Estados Unidos, estabelece um precedente importante: esta é a primeira vez que um organismo vivo produz a luz laser.
A dupla usou uma proteína verde fluorescente (Green Fluorescent Protein, ou GFP, na sigla em inglês) como um meio de ganho, para a amplificação da luz.
Objeto de muitos estudos, a molécula GFP - encontrada originariamente em uma espécie de água-viva - revolucionou a biologia ao agir como uma "lanterna" que pode iluminar sistemas vivos. Gather e Yun programaram células do rim humano para produzir GFP.
Banhadas em luz
As células foram colocadas, uma de cada vez, entre dois minúsculos espelhos com 20 milionésimos de um metro de comprimento.
Os espelhos funcionaram como uma "cavidade laser" na qual raios de luz foram refletidos múltiplas vezes, banhando a célula.
Quando a célula foi exposta à luz azul, passou a emitir luz verde intensa e direcionada. As células continuaram vivas durante e depois do experimento.
Em uma entrevista que acompanha o artigo na Nature Photonics, os cientistas observaram que o sistema vivo é "autorregenerativor". Ou seja, se as proteínas que emitem luz são destruídas no processo, a célula simplesmente produz mais proteínas.


"Em terapias baseadas em luz, diagnóstico e geração de imagens, as pessoas procuram formas de transportar luz emitida por uma fonte externa de laser para um ponto profundo no interior do tecido."


"Agora, podemos abordar o problema de outra forma: amplificando a luz no (próprio) tecido."




Fonte: g1.globo.com

Calmaria no Sol: manchas solares devem desaparecer em 2020

Sol deve atingir nível mais baixo de atividade do século


Mínima solar acontece aproximadamente a cada 11 anos quando poucas manchas solares aparecem no Sol

Cientistas afirmam que o Sol está indo em direção a um período de calmaria fora do comum. Eles acreditam que serão os níveis mais baixos de atividades solares do século e que perto de 2020, a as manchas solares podem desaparecer por décadas.

As previsões se referem especificamente ao ciclo solar que começa em 2020. Antes disto, está previsto o próximo período de pico de atividade solar, em 2013.
Cientistas afirmam que o fato não é motivo de preocupação. Efeitos no campo magnético da Terra provocados pelo Sol são geralmente inofensivos, tendo como sinal mais óbvio de sua presença a aparição de auroras boreais, próximas dos Polos. No entanto, em casos extremos, podem provocar problemas de comunicação e nas transmissões de energia.

Efeitos de um Sol calmo são normalmente bons, tendo como resultado menos interrupções em satélites e sistemas de energia.

Três coisas ajudam a determinar quanto de energia das atividades do Sol é transferida para a magnetosfera da Terra por meio dos ventos solares: a velocidade do vento solar, a força do campo magnético fora da Terra (conhecida como campo magnético interplanetário) e para que direção ela está apontando. Um time que inclui Walter Gonzalez e Ezequiel Echer do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, examinou cada um destes componentes para chegar a tal conclusão.
Desde 1611, o homem tem registrado as idas e vindas das manchas que aparecem no Sol. O número de manchas solares cresce e decresce em ciclos de aproximadamente onze anos. Mais mancha solar geralmente significa mais atividade e erupção solar. O número pode variar de ciclo para ciclo, e 2008 foi o ano em que o mínimo solar foi mais fraco e mais longo desde que a atividade solar é monitorada com instrumentos espaciais.


Fonte: ultimosegundo.ig.com.br

BRASIL

Senado aprova projeto que obriga a combater bullying

Se texto virar lei, escolas públicas e privadas terão de prevenir as agressões entre estudantes

A Comissão de Educação e Cultura do Senado aprovou ontem um projeto de lei que torna obrigatório o combate ao bullying nas escolas. O projeto segue agora para a Câmara.

Se aprovado pelos deputados e sancionado pela presidente Dilma, as escolas públicas e privadas do país terão de ter "estratégias de prevenção e combate a práticas de intimidação e agressão" entre alunos, conhecidas como bullying.

O tema passará a fazer parte da Lei de Diretrizes e Bases da educação nacional, que rege o currículo das escolas públicas e privadas do país.

Críticas

Especialistas em educação criticam a imposição de novos conteúdos às escolas, o que poderia prejudicar o ensino dos conteúdos já previstos. Nos últimos quatro anos foram acrescidas ao currículo da educação básica sete novas obrigatoriedades.

Em boa hora

Em sua justificativa, o autor do projeto, senador Gim Argello (PTB-DF), disse que o bullying causa "enorme sofrimento às vítimas". O relator da proposta, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), disse que o projeto vem "em boa hora".

Em abril passado, o tema do bullying ganhou destaque nacional com o massacre numa escola de Realengo. O assassino de 12 crianças, Wellington Menezes de Oliveira, disse ter sido motivado pelo bullying que teria sofrido quando estudou na escola.

domingo, 12 de junho de 2011

Aniversário de 60 anos da ordenação de Bento XVI é celebrado no Vaticano



Evento contou com desfile de trajes bávaros neste domingo (12).

Atual pontícife tornou-se padre há 60 anos.

Do G1, com informações da AFP e Reuters

O Vaticano comemora os 60 anos da ordenação de Bento XVI como padre católico neste domingo (12), com evento na praça São Pedro, no Vaticano.
O evento contou com um desfile de alegorias e trajes bávaros. O Papa chegou a aparecer em uma janela da Basílica de São Pedro para acenar aos fiéis.

Homilia de Bento XVI na Solenidade de Pentecostes - 2011

(tradução de Leonardo Meira - equipe CN Notícias)












Solenidade de Pentecostes
Basílica de São Pedro
Domingo, 12 de junho de 2011

Queridos irmãos e irmãs!

Celebramos hoje a grande Solenidade de Pentecostes. Se, em certo sentido, todas as solenidades litúrgicas da Igreja são grandes, esta de Pentecostes o é de maneira singular, porque assinala, chegado o quinquagésimo dia, o cumprimento do evento da Páscoa, da morte e ressurreição do Senhor Jesus, através do dom do Espírito do Ressuscitado. Para Pentecostes, a Igreja preparou-nos nos dias passados com a sua oração, com a invocação repetida e intensa a Deus para obter uma renovada efusão do Espírito Santo sobre nós. A Igreja reviveu, assim, aquilo que aconteceu nas suas origens, quando os Apóstolos, reunidos no Cenáculo de Jerusalém, "eram perseverantes e unânimes na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dele" (At 1,14). Estavam reunidos em humilde e confiante espera de que se cumprisse a promessa do Pai comunicada a eles por Jesus: "Vós sereis batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias... descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força" (At 1,5.8).

Na liturgia de Pentecostes, à narração dos Atos dos Apóstolos sobre o nascimento da Igreja (cf. At 2,1-11), corresponde o salmo 103, que escutamos: um louvor a toda a criação, que exalta o Espírito Criador, o qual fez tudo com sabedoria: "Ó Senhor, quão variadas são as vossas obras! Feitas, todas, com sabedoria, a terra está cheia das coisas que criastes... Ao Senhor, glória eterna; alegre-se o Senhor em suas obras!" (Sal 103,24.31). Aquilo que deseja dizer-vos a Igreja é isto: o Espírito Criador de todas as coisas e o Espírito Santo que Cristo fez descer do Pai sobre a comunidade dos discípulos são um e o mesmo: criação e redenção se pertencem reciprocamente e constituem, em profundidade, um único mistério de amor e de salvação. O Espírito Santo é, antes de tudo, o Espírito Criador e, portanto, Pentecostes é a festa da criação. Para nós, cristãos, o mundo é fruto de um ato de amor de Deus, que fez todas as coisas e das quais Ele se alegra porque é "coisa boa", "coisa muito boa", como recorda-nos a narração da criação (cf. Gen 1,1-31). Deus, por isso, não é o totalmente Outro, inominável e obscuro. Deus revela-se, tem um rosto, Deus é razão, Deus é vontade, Deus é amor, Deus é beleza. A fé no Espírito Criador e a fé no Espírito que o Cristo Ressuscitado dá aos Apóstolos e dá a cada um de nós estão, portanto, inseparavelmente unidas.

A segunda Leitura e o Evangelho de hoje mostram-nos essa conexão. O Espírito é Aquele que nos faz reconhecer em Cristo o Senhor, e faz-nos pronunciar a profissão de fé da Igreja: "Jesus é o Senhor" (cf. 1 Cor 12,3b). Senhor é o título atribuído a Deus no Antigo testamento, título que na leitura da Bíblia ocupava o lugar do seu impronunciável nome. O Credo da Igreja é nada mais que desenvolvimento disto que se diz com esta simples afirmação: "Jesus é o Senhor". Dessa profissão de fé, São Paulo diz-nos que se trata da palavra e da obra do Espírito Santo. Se desejamos estar no Espírito, devemos aderir a esse Credo. Fazendo-o nosso, aceitando-o como nossa palavra, adentramos na obra do Espírito Santo. A expressão "Jesus é o Senhor" pode-se ler nos dois sentidos. Significa: Jesus é Deus, e contemporaneamente: Deus é Jesus. O Espírito Santo ilumina esta reciprocidade: Jesus tem dignidade divina, e Deus tem o rosto humano de Jesus. Deus se mostra em Jesus e, com isso, dá-nos a verdade sobre nós mesmos. Deixar-nos iluminar no profundo por essa palavra é o evento de Pentecostes. Recitando o Credo, nós entramos no mistério do primeiro Pentecostes: da desordem de Babel, daquelas vozes que se chocam uma contra a outra, acontece uma radical transformação: a multiplicidade se faz multiforme unidade, do poder unificador da Verdade cresce a compreensão. No Credo, que nos une de todos os ângulos da Terra, que, mediante o Espírito Santo, permite que nos compreendamos, ainda que na diversidade das línguas, por meio da fé, a esperança e o amor, forma-se a nova comunidade da Igreja de Deus.

O trecho evangélico oferece-nos depois uma maravilhosa imagem para clarear a conexão entre Jesus, o Espírito Santo e o Pai: o Espírito Santo é representado como o sopro de Jesus ressuscitado (cf. Jo 20,22). O evangelista João retoma aqui uma imagem da narração da criação, lá onde se diz que Deus soprou nas narinas do homem um sopro de vida (cf. Gen 2,7). O sopro de Deus é vida. Ora, o Senhor sopra na nossa alma um novo sopro de vida, o Espírito Santo, a sua mais íntima essência, e, desse modo, acolhe-nos na família de Deus. Com o Batismo e a Crisma, nos é dado este dom de modo específico, e com os sacramentos da Eucaristia e da Penitência, isso se repete continuamente: o Senhor sopra na nossa alma um sopro de vida. Todos os Sacramentos, cada um de maneira própria, comunicam ao homem a vida divina, graças ao Espírito Santo que opera neles.

Na liturgia de hoje, colhemos ainda uma ulterior conexão. O Espírito Santo é Criador, é ao mesmo tempo Espírito de Jesus Cristo, ainda que o Pai, o Filho e o Espírito Santo sejam um só e único Deus. E à luz da primeira Leitura podemos complementar: o Espírito Santo anima a Igreja. Ela não deriva da vontade humana, da reflexão, da habilidade do homem e da sua capacidade organizativa, posto que se assim fosse já há tempos estaria extinta, assim como passa cada coisa humana. Ela é, ao contrário, o Corpo de Cristo, animado pelo Espírito Santo. As imagens do vento e do fogo, usadas por São Lucas para representar a vinda do Espírito Santo, (cf. At 2,2-3), recordam o Sinai, onde Deus revelou-se ao povo de Israel e lhe havia concedido a sua aliança: "Todo o monte Sinai fumegava – lê-se no Livro do Êxodo –, porque o Senhor tinha descido sobre ele no meio de chamas" (19,18). De fato, Israel festejava o quinquagésimo dia após a Páscoa, depois da comemoração da fuga do Egito, como a festa do Sinai, a festa do Pacto. Quando São Lucas fala de línguas de fogo para representar o Espírito Santo, relembra aquele antigo Pacto, estabelecido com base na Lei recebida por Israel sobre o Sinai. Assim, o evento de Pentecostes é representado como um novo Sinai, como o dom de um novo Pacto em que a aliança com Israel é estendida a todos os povos da Terra, em que caem todos os obstáculos da velha Lei e aparece o seu coração mais santo e imutável, isto é, o amor que exatamente o Espírito Santo comunica e difunde, o amor que abraça todas as coisas. Ao mesmo tempo, a Lei dilata-se, abre-se, também se tornando mais simples: é o Novo Pacto, que o espírito "escreve" nos corações de quanto creem em Cristo. A extensão do Pacto a todos os povos da Terra é representada por São Lucas através de um elenco de populações consideráveis por aquela época (cf. At 2,9-11). Com isso, nos é dita uma coisa muito importante: que a Igreja é católica desde o primeiro momento, que a sua universalidade não é o fruto da inclusão sucessiva de diversas comunidades. Desde o primeiro instante, de fato, o Espírito Santo a criou como a Igreja de todos os povos; essa abraça o mundo inteiro, supera todas as fronteiras de raça, classe, nação; abate todas as barreiras e une os homens na profissão do Deus uno e trino. Desde o início a Igreja é una, católica e apostólica: essa é a sua verdadeira natureza e como tal deve ser reconhecida. Ela é santa, não graças à capacidade dos seus membros, mas porque Deus mesmo, com o seu Espírito, cria-a, purifica-a e santifica-a sempre.

Enfim, o Evangelho de hoje disponibiliza-nos esta belíssima expressão: "Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor" (Jo 20,20). Essas palavras são profundamente humanas, O Amigo perdido está de novo presente, e quem antes estava chateado se alegra. Mas isso diz muito mais. Porque o Amigo perdido não vem de um lugar qualquer, mas da noite da morte; e Ele a superou! Ele não é um qualquer, mas sim é o Amigo e conjuntamente Aquele que é a Verdade que faz os homens viverem; e aquilo que dá não é uma alegria qualquer, mas a alegria mesma, dom do Espírito Santo. Sim, é belo viver porque sou amado, e é a Verdade que me ama. Alegraram-se os discípulos, vendo o Senhor. Hoje, em Pentecostes, essa expressão é destinada também a nós, porque na fé podemos vê-Lo; na fé Ele vem entre nós e também a nós mostra as mãos e o lado, e nós nos alegramos. Por isso queremos rezar: Senhor, mostra-te! Dá-nos o dom da tua presença, e teremos o dom mais belo: a tua alegria. Amém!
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